Prof. Dílson Catarino - Substantivo

 Definição de substantivo:


 


Substantivo é tudo o que nomeia as “coisas” em geral.


Substantivo é tudo o que pode ser visto, pego ou sentido.


Substantivo é tudo o que pode ser precedido de artigo


 



 


Classificação dos substantivos


 


Substantivo Comum:


 


Substantivo comum é aquele que designa os seres de uma espécie de forma genérica. É o substantivo que não é próprio.


 


– pedra


– computador


– cachorro


– homem


– caderno


 


Substantivo Próprio:


 


Substantivo próprio é aquele que designa um ser específico, determinado, individualizando-o, como pessoas, localidades, remédios, empresas, instituições financeiras, acidentes geográficos, animais domésticos, planetas, programas de TV, filmes, novelas e obras literárias.


 


– Londrina


– Luana


– Natália


– Ester


 


O substantivo próprio sempre deve ser escrito com letra maiúscula.


Quando o nome próprio é representado por duas ou mais palavras sem hífen, dá-se o nome de locução substantiva própria.


– São Paulo


– Rio de Janeiro


 


Substantivo Concreto:


 


Substantivo concreto é aquele que designa seres que existem por si só ou apresentam-se em nossa imaginação como se existissem por si. É o substantivo que não é abstrato.


 


– ar


– som


– Deus


– computador


– pedra


– Ester


 


Substantivo Abstrato:


 


Substantivo abstrato é aquele que designa prática de ações, qualidades ou sentimentos.


 


– saída (prática de sair)


– beleza (existência do belo)


– saudade.


 



 


Formação dos substantivos


 


Os substantivos, quanto à sua formação, podem ser:


 


Substantivo Primitivo:


 


É primitivo o substantivo que não se origina de outra palavra existente na língua portuguesa, ou seja, dá origem a outros substantivos.


 


– pedra


– jornal


– gato


– homem.


 


Substantivo Derivado:


 


É derivado o substantivo que provém de outra palavra da língua portuguesa, a partir dos 6 processos de derivação (prefixal, sufixal, prefixal e sufixal, parassintética, regressiva ou imprópria).


 


– pedreiro


– jornalista


– gatarrão


– homúnculo.


 


Substantivo Simples:


 


É simples o substantivo formado por um único radical.


 


– pedra


– pedreiro


– jornal


– jornalista.


 


Substantivo Composto:


 


É composto o substantivo formado por dois ou mais radicais, a partir dos processos de composição (justaposição e aglutinação) ou hibridismo.


 


– pedra-sabão


– homem-rã


– passatempo.


É coletivo o substantivo no singular que indica diversos elementos de uma mesma espécie. É como se tivesse um conteúdo plural e uma forma singular.


 


abelhas – enxame, cortiço, colmeia

acompanhantes – comitiva, cortejo, séquito

alhos – réstia, enfiada, cambada

alunos – classe

amigos –  tertúlia

animais – piara, pandilha; todos de uma região = fauna; de carga = tropa; de raça, para reprodução = plantel; ferozes ou selvagens = alcateia


anjos – chusma, coro, falange, legião, teoria

apetrechos – ferramenta, instrumental

aplaudidores – (quando pagos) claque

argumentos – carrada, monte, montão, multidão

artistas – companhia, elenco

árvores – quando em linha = alameda, carreira; conjunto desordenado = arvoredo, bosque

asnos – manada, récova, récua

assassinos – choldra, choldraboldra

assistentes – assistência

astros – constelação

atores – elenco

aves – bando, nuvem

aviões – esquadrão, esquadrilha, flotilha

balas – saraiva, saraivada

bandoleiros – caterva, corja, horda, malta, súcia, turba

bêbados – corja, súcia, farândola

bois – boiada, junta, manada, rebanho, tropa

bombas – bateria

borboletas – boana, panapaná

burros – lote, manada, récua, tropa; quando carregados = comboio

cabelos – chumaço, guedelha, madeixa, trança

cabos – cordame, cordoalha, enxárcia

cabras – fato, malhada, rebanho

cálices – baixela

camelos – cáfila

caminhões – frota, comboio

canções – reunidas em livro = cancioneiro; populares = folclore

canhões – bateria

cães – canzoada, chusma, matilha

cardeais – sacro colégio; reunidos para a eleição do papa = conclave; reunidos sob a direção do papa = consistório

carneiros – grei, malhada, oviário, rebanho

carros – unidos para o mesmo destino = comboio, composição

cartas – correspondência; geográficas = atlas

casas – (quando unidas em forma de quadrados) quarteirão, quadra.

cavaleiros – cavalgada, cavalhada, tropel

cavalos – manada, tropa

cebolas – cambada, enfiada, réstia

chaves – molho (mó), penca

ciganos – bando, cabilda, pandilha

clientes – clientela, freguesia

coisas – coisada, coisarada, ajuntamento, chusma, coleção, cópia, enfiada; antigas e em coleção ordenada = museu; em quantidade que se pode abranger com os braços = braçada

copos – baixela

cordas – cordoalha, correame


credores – junta, assembleia

crenças – folclore

crentes – grei, rebanho

depredadores – horda

deputados – quando oficialmente reunidos: câmara, assembleia

desordeiros – caterva, corja, malta, pandilha, súcia, troça, turba

diabos – legião

discos – discoteca

elefantes – manada

empregados – pessoal

escritos – literários =  antologia, coletânea, seleta

escravos – quando da mesma morada: senzala, quando para o mesmo destino: comboio, quando aglomerados: bando

escolas – quando de curso superior: universidade

espectadores – assistência, auditório, concorrência; contratados para aplaudir = claque

espigas – atilho, braçada, fascal, feixe


estacas – paliçada

estados – quando unidos em nação: federação, confederação, república

estampas – iconoteca,  atlas

estrelas – quando cientificamente agrupadas: constelação, quando em grande quantidade: acervo, quando em conjunto: miríade

estudantes – classe, turma; vivendo na mesma casa = república

feiticeiros – conciliábulo

filhotes – ninhada

filmes – filmoteca, cinemateca

fios – meada, mecha; reunidos em feixe = cabo

flores – atadas = antologia, braçada, fascículo, feixe, grinalda, ramalhete, buquê

foguetes – agrupados em roda ou num travessão = girândola

força naval – armada

força terrestre – exército

formigas – cordão, correição, formigueiro

fregueses – clientela, freguesia

frutas – cacho, colheita, safra

gafanhotos – nuvem, praga

garotos – cambada, bando, chusma

gatos – cambada, gatarrada, gataria

gente – chusma, grupo, multidão,

gravetos – feixe

gravuras – iconoteca

habitantes – em geral: povo, população; quando de aldeia ou lugarejo: povoação

heróis – falange

hienas – alcateia

hinos – hinário

ilhas – arquipélago

imigrantes – leva, colônia

índios – maloca, tribo

instrumentos – quando em série: jogo, quando cirúrgicos: aparelho, quando de artes e ofícios: ferramenta, quando de trabalho modesto ou grosseiro: tralha

insetos – praga, miríade, nuvem, correição

jornais – hemeroteca

jumentos – récova, récua

jurados – júri, conselho de sentença, corpo de jurados

ladrões – bando, cáfila, malta, quadrilha, tropa, pandilha

lâmpadas – carreira, lampadário

leões – alcateia

leis – código, consolidação, legislação

livros – quando amontoados: chusma, pilha, ruma, quando reunidos para estudo, pesquisa e consulta: biblioteca, quando reunidos para compra, venda e troca: livraria, quando em lista: catálogo

lobos – alcateia, caterva

macacos – bando, capela

malfeitores – bando, canalha, choldra, corja, hoste, joldra, malta, matilha, matula, pandilha, quadrilha, sequela, súcia, tropa

maltrapilhos – farândola, grupo

mandamentos – quando de Deus: decálogo

mantimentos – sortimento, provisão, matula, farnel, despensa

mapas – quando ordenados num volume: atlas, quando selecionados: mapoteca

máquinas – maquinaria, maquinismo

marinheiros – maruja, marinhagem, companha, equipagem, tripulação, chusma

médicos – quando em conferência sobre o estado de um enfermo: junta

meninos – grupo, bando, chusma, cambada

mercadorias – sortimento, provisão

ministros – quando de um mesmo governo: ministério; quando reunidos oficialmente: conselho

montanhas – cordilheira, serra, serrania

móveis – mobília, aparelho, trem

músicas – quando de quem a conhece: repertório

músicos – quando com instrumento: banda, charanga, filarmônica, orquestra

nações – quando unidas para um mesmo fim: aliança, coligação, confederação, federação, liga, união

navios – em geral: frota, flotilha, quando de guerra: esquadra, armada, marinha

nomes – lista, rol

ondas – marouço

órgãos – quando juntos para uma mesma função: aparelho, sistema

orquídeas – quando em viveiro: orquidário

ossos – ossada, ossaria, ossama; de cadáver = esqueleto

ouvintes – auditório

ovos – postura, ninhada

padres – clero, clerezia

palavras – vocabulário, dicionário, léxico; sem nexo = palavrório

papéis – bloco, maço; 5 folhas = caderno; 5 cadernos = mão; 20 mãos = resma; 10 resmas = bala

parentes – família, quando em reunião: tertúlia

partidários – facção, partido, torcida

partidos (políticos) – coligação, aliança, coalização, liga

pássaros – passaredo, passarada

passarinhos – nuvem, bando

paus – feixe, pilha, paliçada

peças – de mesa = baixela, serviço; em grande quantidade = magote; de artilharia = bateria; de roupas = trouxa; literárias = antologia, coletânea, miscelânea.

peixes – cardume; miúdos = boana;

peregrinos – caravana, romaria, romagem

pessoas – em geral: aglomeração, banda, bando, chusma, colmeia, gente, legião, leva, maré, massa, mó, mole, multidão, pessoal, roda, rolo, troço, tropel, turba, turma, quando reles: corja, caterva, choldra, farândola, récua, súcia, quando em serviço, em navio ou avião: tripulação, quando em evento solene: comitiva, cortejo, préstito, procissão, séquito, teoria, quando ilustres: plêiade, pugilo, punhado, quando promíscuas: cortiço, quando em passeio: caravana, quando em assembleia popular: comício, quando reunidas para tratar de um mesmo assunto: comissão, conselho, congresso, conclave, convênio, corporação, seminário, quando sujeitas ao mesmo estatuto: agremiação, associação, centro, clube, grêmio, liga, sindicato, sociedade

plantas – frutíferas = pomar; quando hortaliças, legumes = horta; quando novas, para replanta)  = viveiro, alfobre, tabuleiro; quando de uma região = flora; quando secas, para classificação =  herbário.

pontos – (de costura) apontoado

porcos – (em geral) manada, persigal, piara, vara, (quando do pasto) vezeira

povos – (nação) aliança, coligação, confederação, liga

pratos – baixela, serviço, prataria

prelados – (quando em reunião oficial) sínodo

prisioneiros – (quando em conjunto) leva, (quando a caminho para o mesmo destino) comboio

professores – (quando de estabelecimento primário ou secundário) corpo docente, (quando de faculdade) congregação

quadros – (quando em exposição) pinacoteca, galeria

querubins – coro, falange, legião

recipientes – vasilhame

recrutas – leva, magote

religiosos– clero regular

roupas – (quando de cama, mesa e uso pessoal) enxoval, (quando envoltas para lavagem) trouxa

salteadores– caterva, corja, horda, quadrilha

selos – coleção

serra – (acidente geográfico) cordilheira

soldados – tropa, legião, batalhão, exército

trabalhadores – (quando reunidos para um trabalho braçal) rancho, (quando em trânsito) leva

tripulantes – equipagem, guarnição, tripulação

utensílios – (quando de cozinha) bateria, trem, (quando de mesa) aparelho, baixela

vadios – cambada, caterva, corja, mamparra, matula, súcia

varas – (quando amarradas) feixe, ruma

velhacos – súcia, velhacada


 Os substantivos, quanto ao gênero, são masculinos ou femininos. Quanto às formas, eles podem ser:


Substantivos Biformes:


Substantivos biformes são os que apresentam duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino, com apenas um radical.


– menino – menina


– traidor – traidora


– aluno – aluna


 


Substantivos Heterônimos:


 Substantivos heterônimos são os que apresentam duas formas, uma para o masculino, outra para o feminino, com dois radicais diferentes.


 – homem – mulher


– bode – cabra


– boi – vaca  


 


Substantivos Uniformes:


 Substantivos uniformes são os que apresentam apenas um forma, para ambos os gêneros. A identificação é obtida através do artigo ou algum outro determinante, como pronome, numeral, adjetivo ou locução adjetiva. Os substantivos uniformes recebem nomes especiais, que são os seguintes:


Comum de dois:


Os comuns de dois são os que têm uma só forma para ambos os gêneros, com artigos distintos: Eis alguns exemplos:


 – o / a estudante


– o / a assistente


– o / a imigrante


– o / a superintendente


– o / a dirigente


– o / a viajante


– o / a acrobata


– o / a agente


– o / a intérprete


– o / a lojista


– o / a patriota


– o / a mártir


– o / a viajante


– o / a artista


– o / a aspirante


– o / a atleta 


– o / a camelô


– o / a fã


– o / a gerente


– o / a médium

 

– o / a especialista 


– o / a modelo (indivíduo contratado por agência ou casa de modas para desfilar com as roupas que devem ser exibidas à clientela)

Não confunda com modela, que é forma conjugada do verbo modelar.


– o / a personagem


– o / a presidente (mas também pode ser a presidenta)


– o / a protagonista


– o / a puxa-saco


– o / a sem-terra


– o / a sem-vergonha


– o / a xereta 


Obs.: Há comuns de dois gêneros em que o artigo é correspondente ao gênero da pessoa tratada, ou seja, o homem é determinado pelo artigo o, e a mulher, por a. Por exemplo: o estudante; a estudante.


Há outros, porém, em que ambos os artigos determinam ambos os gêneros. Por exemplo, o substantivo personagem, em que tanto o homem quanto a mulher – reais ou fictícios – podem ser determinados pelo artigo o ou por a. Por exemplo:


Bentinho é um dos personagens mais marcantes da literatura brasileira.

Bentinho é uma das personagens mais marcantes da literatura brasileira.

Anita Garibaldi foi um personagem importantíssimo na Revolução Farroupilha.

Anita Garibaldi foi uma personagem importantíssima na Revolução Farroupilha.

Sobrecomum:


Os sobrecomuns são os que têm uma só forma e um só artigo para ambos os gêneros: Eis alguns exemplos:


 – o cônjuge


– a criança


– o carrasco


– o indivíduo


– o apóstolo


– o monstro


– a pessoa


– a testemunha


– o algoz


– o verdugo


– a vítima


– o tipo


– o animal


– o cadáver


– a criatura 


– o dedo-duro


– o defunto


– o gênio


– o ídolo


– o nó-cego


– o pé-quente


– o pivô


– a sentinela


– o sujeito (a forma sujeita existe apenas como adjetivo ou particípio do verbo sujeitar)


Epiceno:


Os epicenos são os que têm uma só forma e um só artigo para ambos os gêneros de certos animais, acrescentando as palavras macho e fêmea, para se distinguir o sexo do animal. Eis alguns exemplos:


 – a girafa


– a águia


– a barata


– a cobra


– o jacaré


– a onça


– o tatu


– a anta


– a arara


– a borboleta


– o canguru


– o caranguejo


– o crocodilo 


– o escorpião


– a formiga


– a girafa


– a mosca


– o mosquito


– a pantera


– o pernilongo


– o piolho


– a piranha


– a rã


– a tartaruga


– o tatu


– o urubu


– a zebra


 


Algumas palavras que provocam dúvida quanto ao feminino:


 


– cônsul = consulesa


– frei = soror (pronuncia-se sorór)


– padre: madre


– monge = monja


– zangão (ou zângão) = abelha


– cavaleiro = amazona


Feminino com o sufixo -ISA:


cônego – canonisa (documenta-se também o feminino cônega)


diácono – diaconisa


druída – druidisa


bispo – episcopisa


papa – papisa (usado em sentido figurado)


píton – pitonisa


poeta – poetisa


profeta – profetisa


sacerdote – sacerdotisa


Substantivos terminados em ão


Feminino em oa:


ermitoa


leoa


leitoa


patroa


pavoa


 


Feminino em ã:


aldeã


alemã


anã


anciã


cirurgiã


cristã


pagã


escrivã


artesã


capelã


vilã


guardiã


 


Feminino em oa ou em ã:


anfitriã ou anfitrioa


bretã ou bretoa


cidadã ou cidadoa (não aceito por todos os gramáticos)


tabeliã ou tabelioa


sacristã ou sacristoa (não aceito por todos os gramáticos)


faisã ou faisoa


 


Feminino em ona (típico dos adjetivos):


bonachona


figurona


resmungona


respondona


solteirona


valentona


charlatona


 


Heterônimos


Zangão e zângão – abelha


Sultão – sultana


Perdigão – perdiz


Lebrão – lebre


Ladrão – ladra


O feminino de sapo é sapa; rã e perereca são epicenos: rã macho; rã fêmea; perereca macho; perereca fêmea.


Mosquito e mosca são epicenos: mosca macho; mosca fêmea; mosquito macho; mosquito fêmea.


 


Personagem é substantivo comum de dois gêneros: o personagem; a personagem.


 


O feminino de bispo é episcopisa. Não há registro oficial de bispa. Se existisse essa forma, também deveria existir a mulher frade e a mulher padre.


 


O feminino de poeta é poetisa. Não se deve dizer a poeta.


 


Presidente é substantivo comum de dois gêneros: o presidente; a presidente.


Há também o substantivo feminino presidenta, que tanto significa a mulher que preside algo quanto a esposa de um presidente.


Segundo o dicionário Houaiss,o primeiro registro do substantivo presidenta data de 1812.


 


A testemunha é a pessoa. O testemunho é a declaração que uma pessoa dá.


 


Cônsul – consulesa


Frei – soror


Monge – monja


Cavaleiro – amazona


Papa – papisa


Diácono – diaconisa


Profeta – profetisa


 Existem alguns substantivos que trazem dificuldades, quanto ao gênero. Estude, então, com muita atenção esta lista:


  


São masculinos:


o açúcar


o afã


o alvará


o anátema


o aneurisma


o antílope


o apêndice


o apetite


o algoz


o cataclismo


o cônjuge


o champanha


o champanhe


o clã


o cola-tudo 


o cós


o coma (perda total ou parcial da consciência) / a coma (cabeleira, juba, cocar)


o derma / a derme


o diagrama


o dó (= pena e nota musical)


o diadema


o decalque


o eclipse


o estigma


o estratagema


o eczema


o formicida


o guaraná


o gengibre


o herpes


o lança-perfume


o haras


o lotação (= ônibus) / a lotação (ato de lotar)


o magma


o matiz


o magazine


o milhar


o nó-cego


o pijama


o plasma


o talismã


o telefonema


o tira-teimas

     



São femininos:


a abusão


a acne


a aguarrás


a alface


a apendicite


a aguardente


a alcunha


a aluvião


a bacanal


a bólide


a couve


a couve-flor


a cal 


a comichão


a derme


a dinamite


a debênture


a elipse


a ênfase


a echarpe


a enzima


a faringe


a ferrugem


a fênix


a libido 


a matinê


a mascote


a nuança


a omoplata


a patinete


a presidenta (= a presidente)


a quitinete 


a sentinela 


a soja 


a toalete


 


Alguns substantivos, quando mudam de gênero, mudam também de significado. Eis alguns deles:


o caixa = o funcionário

a caixa = o objeto


o capital = dinheiro

a capital = sede de governo


o cabeça = líder

a cabeça = parte do corpo


o coma = sono mórbido

a coma = cabeleira, juba


o cura = padre

a cura = ato ou efeito de curar(-se)


o grama = medida de massa

a grama = a relva, o capim


o guarda = o soldado

a guarda = vigilância, corporação


o guia = aquele que serve de guia, cicerone

a guia = documento, formulário; meio-fio


o moral = estado de espírito

a moral = ética, conclusão


o banana = o imbecil

a banana = a fruta 


o rádio = aparelho

a rádio = emissora


o polícia = policial

a polícia = corporação policial

 

o lente = professor universitário

a lente = vidro de aumento

 

o tormento = tortura

a tormenta = temporal 

 

Admitem os dois gêneros - o/a usucapião e o/a diabetes.


Na pluralização de um substantivo simples, há de se analisar a terminação dele, a fim de se acrescentar a desinência nominal de número. Vejamos, então, as possíveis terminações de um substantivo na Língua Portuguesa e sua respectiva pluralização:


1) Substantivos terminados em vogal ou em ditongo oral: acrescenta-se a desinência nominal de número S:


 


– saci – sacis


– chapéu – chapéus


– troféu – troféus


– degrau – degraus


– o avô – os avôs / a avó – as avós /


o avô + a avó = os avós (por associação com pai + mãe = pais, tio + tia = tios e irmão + irmã = irmãos)


 


Seguem essa regra os nomes da letras:


– os ás, os bês, os agás.


Podem-se, porém, grafar também assim:


– os aa, os bb, os hh.


2) Substativos terminados em ão:


 


A) Fazem o plural em ões:

– gavião – gaviões


– formão – formões


– folião – foliões


– questão – questões


 


B) Fazem o plural em ães:

– escrivão – escrivães


– tabelião – tabeliães


– capelão – capelães


– sacristão – sacristães 


 


C) Fazem o plural em ãos:

– artesão – artesãos


– cidadão – cidadãos


– cristão – cristãos


– pagão – pagãos


– zângão com acento – zângãos


– todas as paroxítonas terminadas em -ão: bênçãos, sótãos, órgãos.


 


D) Admitem mais de uma forma para o plural:

ÕES, ÃES, ÃOS:


– aldeão – aldeões, aldeães, aldeãos


– ancião – anciões, anciães, anciãos


– ermitão – ermitões, ermitães, ermitãos


– pião – piões, piães, piãos


– vilão – vilões, vilães, vilãos


 


ÕES, ÃES


– alcorão – alcorões, alcorães


– charlatão – charlatões, charlatães


– cirurgião – cirurgiões, cirurgiães


– faisão – faisões, faisães


– guardião – guardiões, guardiães


– peão – peões, peães


 


ÕES, ÃOS:


– anão – anões, anãos


– corrimão – corrimões, corrimãos


– verão – verões, verãos


– vulcão – vulcões, vulcãos


– zangão – zangões e zangãos / zângão com acento – zângãos


 


 3) Substantivos terminados em L:


A) Terminados em -al, -el, -ol ou-ul: Troca-se o L por IS:

– vogal – vogais


– animal – animais


– papel – papéis


– anel – anéis


– paiol – paióis


– paul – pauis


 


Cuidado com as seguintes palavras:


 – mal – males


– cal – cais ou cales


– aval – avais ou avales


– mel – méis ou meles


– álcool – álcoois ou alcoóis


– cônsul – cônsules


– real (moeda em vigor no Brasil) – reais; (moeda antiga) – réis


– mol = mols e moles, mas há livros que registram também móis.

Pela regra, o plural de gol seria gois ou goles, mas o uso consagrou a forma gols.

Real, como adjetivo (sinônimo de verdadeiro, legítimo), faz o plural também em reais. 


 


B) Terminados em -il:

 Palavras oxítonas:


 


Troca-se a terminação L por S:


– cantil – cantis


– canil – canis


– barril – barris  


 


Palavras paroxítonas ou proparoxítonas


 


Troca-se a terminação IL por EIS:


– fóssil – fósseis


 


Cuidado:


– projetil (oxítona) – projetis


– projétil (paroxítona) – projéteis


– reptil (oxítona) – reptis (sílaba tônica = TIS)


– réptil (paroxítona) – répteis  


 4) Substantivos terminados em M:


 


Troca-se o M por NS:


– item – itens


– nuvem – nuvens


– álbum – álbuns  


 5) Substantivos terminados em N:


Soma-se S ou ES:


– hífen – hifens ou hífenes


– pólen – polens ou pólenes


– espécimen – espécimens ou especímenes 


– abdômen – abdomens ou abdômenes. Há também a forma variante abdome, cujo plural é abdomes.


 6) Substantivos terminados em R ou Z:


Acrescenta-se ES:


– caráter – caracteres  Obs.: o vocábulo carácter não é mais registrado no Volp, mas registram-se as formas caraterística, caraterizar e caraterização, variantes de característica, caracterizar e caracterização.


– sênior – seniores


– júnior – juniores


– hambúrguer – hambúrgueres


 


O vocábulo freezer ainda não foi aportuguesado. o plural, como ocorre com todas as palavras estrangeiras não aportuguesadas, se faz com o acréscimo de s: freezers


 


7) Substantivos terminados em X:


São invariáveis.


– o tórax – os tórax


– a fênix – as fênix


 


8) Substantivos terminados em S:


 


A) Palavras monossílabas ou oxítonas:

Acrescenta-se ES.


– ás – ases


– deus – deuses


– ananás – ananases


 


São invariáveis o / os cais e o / os xis


– cós pode ser invariável: o / os cós ou admite o plural os coses


 


B) Palavras paroxítonas ou proparoxítonas:

São invariáveis.


– o / os lápis


– o / os tênis


– o / os atlas


 


Substantivos só usados no plural, por convenção do idioma - 'pluralia tantum':


– as costas 


– os óculos 


– as férias 


– as olheiras 


– as hemorroidas  


– as núpcias


– as trevas 


– os arredores 


– os pêsames


– os parabéns


 


9) Substantivos no diminutivo terminados em ZINHO:


Ignora-se a terminação -zinho, pluraliza-se o substantivo; ignora-se o s do plural, devolve-se o -zinho ao local original e, finalmente, acrescenta-se o s no final. Por exemplo:


 


pãozinho:


– ignora-se o -zinho: pão;


– pluraliza-se o substantivo: pães;


– ignora-se o s: pãe;


– devolve-se o -zinho: pãezinho;


– acrescenta-se o s: pãezinhos.


 


mulherzinha


– ignora-se o -zinha: mulher;


– pluraliza-se o substantivo: mulheres;


– ignora-se o s: mulhere;


– devolve-se o -zinha: mulherezinha;


– acrescenta-se o s: mulherezinhas.


 


alemãozinho


– ignora-se o -zinho: alemão;


– pluraliza-se o substantivo: alemães;


– ignora-se o s: alemãe;


– devolve-se o -zinho: alemãezinho;


– acrescenta-se o s: alemãezinhos.


 


barzinho


– ignora-se o -zinho: bar;


– pluraliza-se o substantivo: bares;


– ignora-se o s: bare;


– devolve-se o -zinho: barezinho;


– acrescenta-se o s: barezinhos.


 


10) Substantivos no diminutivo terminados em INHO, sem Z:


 


Acrescenta-se S. 


– lapisinho = lapisinhos


– patinho = patinhos


– chinesinho = chinesinhos


 


Plural com deslocamento da sílaba tônica:


– caráter – caracteres


– espécimen – espécimens ou especímenes


– júnior – juniores


– sênior – seniores  


 


Plural das siglas:  Acrescenta-se um s minúsculo no final.


– as ONGs


– os PMs


– os DVDs


Não se usa o apóstrofo, porque ele só indica supressão de letras. Seu uso é uma suposta cópia do inglês, nesse idioma o s indica posse, e não plural.


 


Plural com metafonia: Há substantivos que sofrem mudança na pronúncia da vogal tônica, passando o o fechado a o aberto, como ocorre com osso e ossos.


– caroço


– corpo


– esforço


– fogo


– forno


– forro


– fosso


– miolo


– poço


– porto


– posto


– povo


– socorro


– tijolo


– toco


– troco


Para se pluralizar um substantivo composto, devem-se analisar os elementos que o formam. Por exemplo:


banana-nanica é composto por um substantivo e um adjetivo, ambos pluralizáveis, portanto seu plural será bananas-nanicas;


beija-flor é composto por um verbo, invariável quanto à pluralização, e um substantivo pluralizável, portanto seu plural será beija-flores.


 


Estudemos, então, os elementos que podem formar um substantivo composto e sua respectiva pluralização.


 


1) substantivo + substantivo / substantivo + adjetivo / adjetivo + substantivo / numeral + substantivo:


Ambos se pluralizam:


 


abelha-mestra = abelhas-mestras


abelha-europeia = abelhas-europeias


aluno-mestre = alunos-mestres


terra-nova = terras-novas


erva-doce = ervas-doces


alto-relevo = altos-relevos


alta-sociedade = altas-sociedades


alta-roda = altas-rodas


arroz-doce = arrozes-doces


gentil-homem = gentis-homens


segunda-feira = segundas-feiras


cachorro-quente = cachorros-quentes


 


Exceção:


 


o nova-iorquino = os nova-iorquinos


a nova-iorquina = as nova-iorquinas


Novo e nova não varia quando fazem parte de adjetivos pátrios.


 


2) substantivo + pronome:


Só o substantivo se pluraliza. Modernamente, admitem-se as formas 'alguéns' e 'ninguéns':


 


zé-ninguém = zés-ninguém


joão-ninguém = joões-ninguém


Conquanto alguém e ninguém sejam mais usados como pronomes indefinidos, em textos literários, podem ser usados como substantivos, têm seu plural regular, por associação com vintém / vinténs, neném / nenéns, armazém / armazéns, refém / reféns.


 


3) verbo + substantivo / advérbio + adjetivo / interjeição + substantivo / elemento de composição ou prefixo + substantivo:


Somente o último elemento se pluraliza.


 


pica-pau = pica-paus


beija-flor = beija-flores


alto-falante = alto-falantes


abaixo-assinado = abaixo-assinados


salve-rainha = salve-rainhas


ave-maria = ave-marias


 


grão- e grã- = formas reduzidas de “grande”, são invariáveis


 


o grão-mestre ou o grã-mestre = os grão-mestres ou os grã-mestres


a grão-mestra ou a grã-mestra = as grão-mestras ou as grã-mestras


o/a grão-cruz ou o/a grã-cruz = os/as grão-cruzes ou os/as grã-cruzes


o grã-fino = os grã-finos


a grã-fina = as grã-finas


o grão-duque = os grão-duque


a grã-duquesa = as grã-duquesas


 


para- = forma reduzida de “parar”


Os substantivos compostos iniciados pela forma verbal para-, do verbo “parar”, perderam o acento em virtude da Reforma Ortográfica: para-brisa, para-raio, para-choque, para-lama. Os substantivos paraquedas, paraquedista e paraquedismo perderam também o hífen.


Só o último se pluraliza:


para-brisas, para-choques, para-lamas


 


Casos especiais


 


1) Substantivo + Substantivo em que o segundo indica tipo ou finalidade do primeiro:


 


Modernamente, os autores têm admitido duas pluralizações para os substantivos compostos formados por dois substantivos em que o segundo indique tipo ou finalidade do primeiro: ambos no plural ou somente o primeiro. O Volp confirma isso.


 


abelha-europa: abelhas-europa e abelhas-europas


banana-maçã = bananas-maçã e bananas-maçãs


salário-família = salários-família e salários-famílias


couve-flor = couves-flor e couves-flores


 


Cuidado com substantivos compostos como laranja-baiana e salário-mínimo, pois ocorre a soma de substantivo com adjetivo. Ambos os elementos se pluralizam:


laranjas-baianas


salários-mínimos


 


Salário-mínimo, com hífen, é o nome dado ao trabalhador que recebe o salário mínimo, sem hífen, que é o salário propriamente dito.


 


2) Três ou mais palavras:


 


Se o segundo elemento for uma preposição, só o primeiro irá para o plural.


pimenta-do-reino = pimentas-do-reino


canas-de-açúcar


pimentas-do-reino


 


Essa regra também vale para as locuções substantivas não hifenizadas:


pés de moleque


mulas sem cabeça


 


Observe que pé de moleque e mula sem cabeça perderam o hífen em virtude da Reforma Ortográfica.


Os substantivos compostos cujos elementos são ligados por uma preposição ou por uma conjunção, não mais têm hífen e se tornaram locuções substantivas, a não ser que se forme palavra denominadora de espécie botânica ou zoológica ou de uma área afim, como pimenta-do-reino, cana-de-açúcar, copo-de-leite, ou se for uma das exceções, que são as seguintes palavras:


água-de-colônia, arco-da-velha, mais-que-perfeito e pé-de-meia além do adjetivo composto cor-de-rosa.


 


Cuidado: Se o primeiro elemento for invariável, o substantivo todo ficará invariável


os fora da lei, os fora de série.


 


Se o segundo elemento não for uma preposição, mas sim outra palavra átona qualquer, só o último irá para o plural. Palavra átona é aquela que não pode ser usada sozinha em uma frase, como preposição, conjunção, pronome oblíquo átono, artigo, etc.


bem-te-vi = bem-te-vis


bem-me-quer = bem-me-queres


 


3) Verbo + Verbo (iguais)


 


Modernamente, os autores têm admitido duas pluralizações para os substantivos compostos formados por dois verbos iguais: ambos no plural ou somente o último.


corre-corre = corres-corres ou corre-corres.


pisca-pisca = piscas-piscas ou pisca-piscas,


 


Obs.: O Volp, 5° edição, registra somente o plural lambe-lambes para o substantivo lambe-lambe, cujo significado é, segundo o dicionário Houaiss, “fotógrafo ambulante que fica geralmente postado em praças e jardins públicos”.


 


Se os verbos possuírem significação oposta, ficam invariáveis.


 


o leva e traz = os leva e traz


o ganha-perde = os ganha-perde


 


4) Palavras Repetidas ou Onomatopeia:


 


Quando o substantivo for formado por palavras repetidas – exceto verbos -, com ou sem alternância vocálica ou consonantal, ou quando formar uma onomatopeia, somente o último irá para o plural.


 


blá-blá-blá = blá-blá-blás


zum-zum = zum-zuns


zum-zum-zum = zum-zum-zuns


tique-taque = tique-taques


lero-lero = lero-leros


pingue-pongue = pingue-pongues


tico-tico = tico-ticos


 


5) Substantivo composto iniciado por Guarda:


A) Formando pessoa:


Ambos irão para o plural.


 


guarda-noturno = guardas-noturnos


guarda-florestal = guardas-florestais


guarda-mirim = guardas-mirins


 


B) Formando objeto:


Somente o último irá para o plural.


 


guarda-pó = guarda-pós


guarda-chuva = guarda-chuvas


guarda-roupa = guarda-roupas


guarda-sol = guarda-sóis


 


C) Sendo o segundo elemento invariável ou já no plural:


Ficam invariáveis.


O mesmo acontece com os substantivos iniciados por porta.


 


o guarda-costas = os guarda-costas


o guarda-volumes = os guarda-volumes


o porta-joias = os porta-joias


o porta-malas = os porta-malas


 


 


6) Substantivos que admitem mais de um plural:


A) Ambos, só o último ou só o primeiro:


guarda-marinha = guardas-marinhas, guarda-marinhas, guardas-marinha


 


B) Ambos ou só o último:


padre-nosso = padres-nossos, padre-nossos


pai-nosso = pais-nossos, pai-nossos


salvo-conduto = salvos-condutos, salvo-condutos


zé-povinho = zés-povinhos, zé-povinhos


 


C) Ambos os só o primeiro:


xeque-mate = xeques-mates, xeques-mate.


chá-mate = chás-mates, chás-mate


fruta-pão = frutas-pão, frutas-pães


 


7) Substantivos compostos sem hífen:


Somente o último se pluraliza


Os pontapés, os girassóis, os malmequeres, os paraquedistas


O grau dos substantivos exprime uma “variação” no tamanho do ser, podendo também dar-lhe um sentido desprezível ou afetivo: bocarra, velhota, gatão, velhinha.

Temos os graus:

■ 3.3.1.4.1. Normal

Boca, velha, gato, pedra, corpo.

■ 3.3.1.4.2. Aumentativo

Boca grande ou bocarra, gato enorme ou gatão.

■ 3.3.1.4.3. Diminutivo

Boca pequena ou boquinha, pedra minúscula ou pedrinha.

Há dois processos para se obter os graus aumentativo e diminutivo:

Analítico: juntando à forma normal um adjetivo que indique aumento ou diminuição: obra gigantesca, obra mínima, menino grande, menino pequeno. É um típico caso de determinação sintática.

Sintético: anexando à forma normal sufixos denotadores de aumento ou redução: bocarra (aumentativo sintético); pedregulho (aumentativo sintético); estatueta (diminutivo sintético); pedrisco (diminutivo sintético). É um típico caso de derivação sufixal.

A flexão de grau é mais evidente quando se faz uso da forma analítica. Muitas vezes, usam-se substantivos no aumentativo ou diminutivo sintético não para expressar aumento ou redução de tamanho do ser, mas carinho, admiração, ironia ou desprezo. 

Muitos substantivos perderam a significação de aumentativo e diminutivo e adquiriram outros sentidos, como caldeirão, cartão, fogão, portão, cartilha, folhinha (calendário), vidrilho, pastilha, coxinha, quentinha, caixinha (gorjeta), cursinho, camisinha, patricinha, santinho etc. A rigor, não se trata mais de aumentativo ou de diminutivo, e são palavras na sua acepção normal.

Registram-se aumentativos e diminutivos formados por prefixação: supermercado, hipermercado, megaevento, minidicionário, microempresário...

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