Prof. Dílson Catarino - Concordância Verbal
Quando o sujeito for um substantivo coletivo, como bando, multidão, matilha, arquipélago, trança, cacho, ou uma palavra coletiva como maioria, minoria, pequena parte, grande parte, metade, porção, poderão ocorrer três circunstâncias:
Obs.: Coletivo ou palavra coletiva é qualquer vocábulo no singular que indica pluralização de elementos.
Coletivo sem determinante:
Quando o coletivo não tiver determinante, o verbo ficará no singular, concordando com o coletivo, que é singular.
– O bando sobrevoou a cidade.
– A maioria está contra as medidas do governo.
Coletivo com determinante plural:
O verbo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural.
– A multidão de torcedores invadiu o campo após o jogo.
– A multidão de torcedores invadiram o campo após o jogo.
– O bando de pássaros sobrevoou a cidade.
– O bando de pássaros sobrevoaram a cidade.
– A maioria dos cidadãos está contra as medidas do governo.
– A maioria dos cidadãos estão contra as medidas do governo.
Quando o sujeito for iniciado por mais de, menos de, cerca de, perto de, o verbo concordará com o numeral que vier imediatamente à frente.
– Mais de uma criança se machucou no brinquedo.
– Menos de dez pessoas chegaram na hora marcada.
– Cerca de duzentos mil reais foram roubados.
Quando Mais de um indicar reciprocidade ou se a expressão estiver repetida, o verbo ficará no plural.
– Mais de uma pessoa agrediram-se.
– Mais de um carro se entrechocaram.
– Mais de uma moça, mais de um rapaz foram agredidos na guerra.
Quando, à frente da expressão, surgir porcentagem + substantivo, a concordância se dará apenas com o número referente à porcentagem:
– Mais de 1% dos alunos reprovou.
– Mais de 10% da população se revoltaram.
Se não houver nenhuma dessas expressões estudadas com porcentagem + substantivo, o verbo tanto poderá concordar com a porcentagem quanto com o substantivo.
– 1% dos alunos reprovou.
– 1% dos alunos reprovaram.
– 10% da população se revoltou.
– 10% da população se revoltaram.
Quando houver um nome próprio usado apenas no plural, deve-se analisar o elemento a que ele se refere:
Nome de obra artística:
O verbo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural. Muitos gramáticos defendem que o verbo deve ficar no plural, exceto com o verbo ser, situação em que a concordância é facultativa.
– Os Lusíadas imortalizou Camões. (silepse / concordância ideológica)
– Os Lusíadas imortalizaram Camões. (concordância gramatical)
– Os Sertões marcou uma época da Literatura Brasileira.
– Os Sertões marcaram uma época da Literatura Brasileira.
Topônimo (nome de lugar):
Nomes de cidade, estado, país, bairro - lugar em geral, usados apenas no plural: o verbo concordará com o artigo.
Caso não haja artigo, o verbo ficará no singular.
– Os Estados Unidos querem comandar o mundo.
– Campinas fica em São Paulo.
– Os Andes cortam a América do Sul.
Obs.: Se o topônimo possuir artigo, mas este, por alguma razão, não for utilizado, a concordância com o artigo permanecerá sendo a regra, ou seja, o verbo continuará concordando com o artigo, mesmo não surgindo escrito na oração.
– EUA venceram o México.
Quando o sujeito contiver um pronome interrogativo ou indefinido plural, seguido de nós, vós ou vocês, deve ser analisado o elemento que surgir antes dessas expressões:
Se o elemento que surgir antes das expressões estiver no singular (qual, quem, cada um, alguém, algum…), o verbo deverá ficar no singular.
– Quem de nós conseguirá o intento?
– Quem de vós trará o que pedi?
– Cada um de vocês deve ser responsável por seu material.
Se o elemento que surgir antes das expressões estiver no plural (quais, alguns, muitos…), o verbo tanto poderá ficar na terceira pessoa do plural, quanto concordar com o pronome nós ou vós.
– Quantos de nós conseguirão o intento?
– Quantos de nós conseguiremos o intento?
– Quais de vós trarão o que pedi?
– Quais de vós trareis o que pedi?
Observe, porém, estas frases:
– Muitos de nós que aqui estamos farão Medicina.
– Muitos de nós que aqui estamos faremos Medicina.
Há diferença semântica entre as frases: a primeira frase indica que “nós estamos aqui” e que “eu não farei Medicina”, por isso a concordância na terceira pessoa do plural; a primeira frase indica que “nós estamos aqui” e que “eu também farei Medicina”, por isso a concordância na primeira pessoa do plural
Quando um pronome relativo exercer a função de sujeito, deveremos analisar o seguinte:
Que:
Quando o pronome relativo que funcionar como sujeito, o verbo concordará com o elemento antecedente.
Ele será sujeito quando aparentemente o elemento que o anteceder o for.
– Fui eu que quebrei a vidraça. (Eu quebrei a vidraça)
– Fomos nós que telefonamos a você. (Nós telefonamos a você)
– Estes são os garotos que foram expulsos da escola. (Os garotos foram expulsos)
O que / a que / os que / as que / aquele que / aquela que/ aquilo que:
Quando o pronome relativo que funcionar como sujeito e estiver antecedido de um pronome demonstrativo (o, a, os, as, aquele, aquela, estes…), o verbo concordará com o pronome demonstrativo, ficando, portanto, no singular ou no plural, dependendo do pronome demonstrativo. Há gramáticos, porém, que admitem a concordância também com o termo anterior ao pronome demonstrativo.
– Fui eu o que quebrou a vidraça. (O que quebrou a vidraça fui eu)
– Foste tu a que me enganou. (A que me enganou foste tu)
– Fomos nós os que telefonaram a você. (Os que telefonaram a você fomos nós)
– Fostes vós os que me engaram. (Os que me engaram fostes vós)
Quem:
Quando o pronome relativo indefinido quem funcionar como sujeito, o verbo ficará na terceira pessoa do singular. Há gramáticos, porém, que admitem a concordância também com o elemento antecedente, quando se pretende fazer uma concordância enfática.
Quem será pronome relativo indefinido quando puder ser substituído por a pessoa que.
– Fui eu quem quebrou a vidraça. (Quem quebrou a vidraça fui eu)
– Foste tu quem quebrou a vidraça. (Quem quebrou a vidraça foste tu)
– Foi ele quem quebrou a vidraça. (Quem quebrou a vidraça foi ele)
– Fomos nós quem quebrou a vidraça. (Quem quebrou a vidraça fomos nós)
– Fostes vós quem quebrou a vidraça. (Quem quebrou a vidraça fostes vós)
– Foram eles quem quebrou a vidraça. (Quem quebrou a vidraça foram eles)
Quando o sujeito for iniciado pela expressão um dos que, analisa-se o seguinte:
É certo que o elemento é o único a praticar ou sofrer a ação ou a ter a qualidade:
O verbo ficará no singular.
– O Corinthians é um dos times paulistas que mais vezes foi campeão estadual.
O verbo ser está no verbo no singular, pois é certo que, dos times de São Paulo, o Corinthians foi mais vezes campeão.
É certo que o elemento não é o único a praticar a ação:
O verbo ficará no plural.
– Casagrande é um dos ex-jogadores de futebol que trabalham como comentarista esportivo.
O verbo trabalhar está no plural, pois é certo que, além de Casagrande, há outros ex-jogadores de futebol que trabalham como comentarista esportivo – Falcão, Júnior, Tostão, Rivelino, Neto, etc.
Não se sabe se o elemento é o único a praticar a ação:
O verbo tanto poderá ficar no singular, quanto no plural.
– São Paulo é uma das cidades que mais sofre com a poluição.
– São Paulo é uma das cidades que mais sofrem com a poluição.
O verbo sofrer tanto pode ficar no singular quanto no plural, pois não há como medir se São Paulo é a que mais sofre, ou se, além dela, há outras que sofrem tanto. Outra explicação também é a questão de se querer dar ênfase ao elemento: se se quiser enfatizar o problema em São Paulo, coloca-se o verbo no singular.
Quando o sujeito for iniciado pela expressão nenhum dos que, o primeiro verbo ficará no plural e o segundo, no singular.
– Nenhum dos alunos que me procuraram trouxe o material. (Dos alunos que me procuraram nenhum trouxe o material)
– Nenhuma das pessoas que chegaram atrasadas justificou o atraso. (Das pessoas que chegaram atrasadas nenhuma tem justificativa)
Quando o sujeito for formado por porcentagem e substantivo, existirão três regras:
1) Porcentagem + Substantivo, sem modificador da porcentagem:
Facultativamente o verbo poderá concordar com o número referente à porcentagem ou com o substantivo.
– 1% da turma estuda muito.
– 1% dos alunos estuda muito.
– 1% dos alunos estudam muito.
– 10% da turma estuda muito.
– 10% da turma estudam muito.
– 10% dos alunos estudam muito.
2) Porcentagem + Substantivo, com modificador da porcentagem:
O verbo concordará com o modificador, que pode ser pronome demonstrativo, pronome possessivo, artigo, etc.
– Os 10% da turma estudam muito.
– Este 1% dos alunos estuda mais.
3) Mais de, menos de, cerca de, perto de, antes da porcentagem:
O verbo concordará apenas com o número referente à porcentagem, mesmo que haja elemento modificador.
– Mais de 1% dos alunos estuda muito.
– Menos de 10% da turma estudam muito.
Embora se refiram à segunda pessoa do discurso, os pronomes de tratamento são pronomes de terceira pessoa, portanto tudo que se referir a eles deverá ficar na terceira pessoa.
– Vossa Senhoria deve trazer seus documentos consigo.
– Vossa Excelência tem de se contentar com seus assessores.
Também chamada de concordância ideológica, a silepse de pessoa é a concordância, não com a palavra escrita, mas sim com o que ela significa. Por exemplo, nós somos brasileiros, portanto, ao utilizarmos a palavra brasileiros, poderemos concordar o verbo com a ideia que essa palavra nos evoca – nós – e dizer Os brasileiros torcemos pelo sucesso da Seleção.
– Os professores nos especializamos. (Nós nos especializamos)
– Os alunos deveis estudar mais. (Vós deveis)
Existem outros dois tipos de silepses: a de gênero e a de número:
– Silepse de gênero: o adjetivo concordará com o gênero adequado ao elemento a que se refere, não com a palavra que o representa. Por exemplo, ao conversar com um prefeito, deve-se utilizar o pronome de tratamento “Vossa Excelência”, de gênero aparente feminino. Como é um homem, e não uma mulher, o adjetivo tem de ficar no masculino, não no feminino:
– Vossa Excelência é muito generoso, Sr. Prefeito.
– Silepse de número: o vocábulo concordará com o número adequado ao elemento a que se refere, não com a palavra que o representa. Por exemplo, um estabelecimento comercial afixa uma faixa defronte ao edifício, informando que estará aberto num determinado dia. Poder-se-ia escrever a seguinte frase:
– Estaremos aberto amanhã.
“Estaremos”, na primeira pessoa do plural, pois “nós (proprietário, funcionários) estaremos lá”. “Aberto”, no singular, pois o que estará aberto será o estabelecimento.
Verbo após os núcleos:
Ficará no plural o verbo que estiver após o sujeito composto cujos núcleos sejam ligados pela conjunção e:
– O hotel e a cidade são maravilhosos.
– Machado de Assis e Guimarães Rosa estão entre os melhores escritores do mundo.
Obs.: Quando os núcleos forem sinônimos ou dispostos em gradação (enumeração), o verbo deverá ficar no singular. Porém, há gramáticos que admitem o plural
– A lisura e a sinceridade frequenta pouco o Congresso Nacional. lisura = sinceridade.
– Cada rosto, cada voz, cada corpo lhe lembrava a amada.
– Um olhar, um arquejar de sobrancelhas, um aceno com a cabeça bastava para a paquera ser bem-sucedida.
Verbo antes dos núcleos:
Facultativamente ficará no plural ou concordará com o núcleo mais próximo o verbo que estiver antes do sujeito composto cujos núcleos sejam ligados pela conjunção e:
– É maravilhoso o hotel e a cidade.
– São maravilhosos o hotel e a cidade.
– É maravilhosa a cidade e o hotel.
– São maravilhosos a cidade e o hotel.
Se o sujeito for formado por pessoas diferentes (eu, tu, ele, ela ou você), o verbo ficará no plural, concordando com a pessoa de número mais baixo na sequência (1ª, 2ª ou 3ª).
Não havendo a 1ª pessoa (eu ou nós), e havendo a 2ª pessoa (tu ou vós), o verbo tanto poderá ficar na 2ª pessoa do plural, quanto na 3ª pessoa do plural.
Continuam valendo as regras anteriores, ou seja, se o verbo vier depois do sujeito composto, ficará no plural; se vier antes, concordará com o mais próximo ou ficará no plural.
– Teté e eu passamos as férias em Águas de Santa Bárbara.
– Passei as férias em Águas de Santa Bárbara eu e Teté.
– Passamos as férias em Águas de Santa Bárbara eu e Teté.
– Tu e Walmor estais equivocados.
– Tu e Walmor estão equivocados.
– Estás equivocado tu e Walmor.
– Estais equivocados tu e Walmor.
– Estão equivocados tu e Walmor.
Quando os núcleos do sujeito composto forem ligados pela conjunção ou, deve-se analisar se há ou não exclusão, ou seja, analisar se um elemento, ao praticar a ação, impede que o outro também a pratique.
Havendo ideia de exclusão: Quando um elemento praticar a ação e, com isso, impedir que o outro também a pratique, o verbo ficará no singular.
– O Presidente ou o Governador fará o discurso de abertura do Congresso.
Havendo ideia de adição: Quando um elemento praticar a ação e permitir que o outro também a pratique, o verbo ficará no plural.
– O Presidente ou o Governador estarão presentes na abertura do Congresso.
Verbo após os núcleos:
Facultativamente ficará no plural ou concordará com o primeiro núcleo o verbo que estiver após o sujeito composto cujos núcleos sejam ligados pela preposição com.
– O gerente com os funcionários dará início à promoção de descontos.
– O gerente com os funcionários darão início à promoção de descontos.
Verbo antes dos núcleos:
Concordará com o núcleo mais próximo o verbo que estiver antes do sujeito composto cujos núcleos sejam ligados pela preposição com.
– Dará início à promoção de descontos o gerente com os funcionários.
Aposto resumidor:
O Aposto resumidor é comumente representado por pronome indefinido (tudo, nada, ninguém, alguém, todos…) ou por pronome demonstrativo (isto, isso, aquilo…), resumindo o sujeito composto. O verbo deixa de concordar com o sujeito para concordar com o aposto.
– Brinquedos, roupas, jogos, nada tirava a angústia daquele jovem.
– Amigos, parentes, companheiros de trabalho, ninguém se incomodou com sua ausência.
Conectivos correlatos:
Quando o sujeito composto tiver os elementos ligados por conjunções correlativas, como assim … como, não só … mas também, tanto … como, nem … nem, o verbo ficará no plural.
– Tanto o irmão como a esposa ignoraram seu pedido de ajuda.
– Não só Pedro mas também Eduardo estão à sua procura.
Um e outro:
Quando o sujeito for a expressão um e outro, o substantivo correspondente a ela ficará no singular, o adjetivo no plural e o verbo facultativamente no singular ou no plural.
– Um e outro aluno indisciplinados será punido.
– Um e outro aluno indisciplinados serão punidos.
Um ou outro:
Quando o sujeito for a expressão um ou outro, o verbo ficará no singular.
– Um ou outro esteve à sua procura.
Nem um nem outro:
Quando o sujeito for a expressão nem um nem outro, o verbo ficará no singular. Há, porém, gramáticos que o admitem no plural.
– Nem um nem outro terá coragem de se revelar.
– "Nem um nem outro compareceram."(Carlos Góis)
O verbo Ser:
Quando o verbo ser e o predicativo do sujeito forem numericamente diferentes (um no singular, outro no plural), o verbo deverá ficar no plural.
– O vestibular são as esperanças dos estudantes.
– Tudo são flores, quando se é criança.
Se o sujeito for o nome de uma pessoa ou se for pronome pessoal, o verbo concordará com ele.
– Aline é as alegrias do namorado.
O gramático Evanildo Bechara discorda dessa regra e diz que o verbo deve ficar no plural.
Se o sujeito for uma quantidade no plural, indicativa de peso, medida, preço, tempo ou valor, e o predicativo do sujeito, palavra ou expressão como muito, pouco, o bastante, o suficiente, uma fortuna, uma miséria, o verbo ficará no singular.
– Cem reais é muito por esse produto.
– Duzentos gramas de carne é pouco.
Na indicação de horas ou distâncias, o verbo concordará com o numeral.
– Era meio-dia quando ele chegou.
– São duas horas.
– É 1h58min.
Na indicação de datas, o verbo poderá ficar no singular ou no plural, com exceção do primeiro dia do mês, em que o verbo ficará no singular.
– É 1º de outubro. = É dia 1º de outubro ou É o primeiro dia de outubro.
– É 15 de setembro. = É dia quinze de setembro.
– São 15 de setembro. = São quinze dias de setembro.
O verbo Haver:
O verbo haver é impessoal, no sentido de existir, realizar acontecer ou indicando tempo decorrido; por isso fica na 3ª pessoa do singular. Caso esteja acompanhado de um verbo auxiliar, formando uma locução verbal, ambos ficarão no singular, transmitindo a ele sua impessoalidade. Nos outros sentidos, concorda com o sujeito.
– Havia dois meses, nós estávamos à sua procura.
– Poderá haver confrontos entre os policiais e os grevistas.
– Os alunos haviam ficado revoltados.
Haja vista:
Com a prep. a: haver no singular; vista invariável:
– Haja vista ao exemplo dado.
– Haja vista aos exemplos dados.
Sem a prep. a: haver no singular ou concorda com o substantivo; vista invariável:
– Haja vista o exemplo dado.
– Haja vista os exemplos dados.
– Hajam vista os exemplos dados.
Como conectivo, não existem as formas haja visto, haja vistos ou haja vistas. Haja visto é tempo composto do verbo ver.
O verbo Fazer:
O verbo fazer é impessoal, indicando tempo decorrido e fenômeno natural; por isso fica na 3ª pessoa do singular. Caso esteja acompanhado de um verbo auxiliar, formando uma locução verbal, ambos ficarão no singular. Nos outros sentidos, concorda com o sujeito.
– Faz três meses que não o vejo.
– Faz 35º no verão, em Londrina.
– Deve fazer cinco anos que ele faleceu.
Outros verbos impessoais:
Os outros verbos impessoais, que também ficam na terceira pessoa do singular, são os seguintes:
Fenômenos da natureza:
– Chove há três dias sem parar.
– Choveram indiretas naquele evento. Nesse caso, o verbo é pessoal, pois está sendo usado em sentido figurado.
Passar de, indicando horas:
– Já passa das 11h30.
– Já passava das oito horas, quando ela chegou.
Chegar de e bastar de, no imperativo:
– Chega de firulas! Vamos ao assunto.
– Basta de conversas, meninos!
Os verbos Dar, Bater e Soar:
Concordam com o sujeito.
– O relógio deu quatro horas.
– O sino soou cinco horas.
As horas:
O numeral que marca as horas funcionará como sujeito, quando o relógio, a torre, o sino ou algo semelhante funcionarem como adjunto adverbial de lugar – com a prep. em, ou quando eles não aparecerem na oração.
– No relógio, deram quatro horas.
– No sino, soaram cinco horas.
– Bateram sete horas.
O verbo Parecer + infinitivo:
Quando o verbo parecer surgir antes de outro verbo no infinitivo, duas ocorrências pode haver:
Locução verbal:
Pode ocorrer a formação de uma locução verbal. Nesse caso, o verbo parecer concordará com o sujeito, e o verbo no infinitivo ficará invariável.
– As meninas parecem estar nervosas.
– Os alunos parecem estudar deveras.
Período composto:
Pode ocorrer a formação de um período composto, com o verbo parecer na oração principal, invariável, e o verbo no infinitivo, formando oração subordinada substantiva subjetiva reduzida de infinitivo, concordando com o sujeito. Trata-se de uma falsa locução verbal, ou seja, dois verbos autônomos.
– As meninas parece estarem nervosas.
– Os alunos parece estudarem deveras.
Nesses dois casos, se desenvolvermos as orações, haverá o seguinte:
– Parece as meninas estarem nervosas; frase que proveio de Parece que as meninas estão nervosas.
– Parece os alunos estudarem deveras; frase que proveio de Parece que os alunos estudam deveras.
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