Prof. Dílson Catarino - Concordância Nominal

 Os adjetivos e as palavras adjetivadas concordam em gênero e número com os elementos a que se referem. Por exemplo: gatas malhadas e cachorros brancos, em que os adjetivos malhado e branco ficaram, respectivamente, no feminino plural – malhadas – e no masculino plural – brancos –, por modificarem, respectivamente, gatas, substantivo feminino plural, e cachorros, substantivo masculino plural.


Quando o adjetivo modificar mais de um substantivo, haverá regras especiais, que veremos agora:


 



 


I- Adjetivo posposto a dois ou mais substantivos:


 



 


Adjunto adnominal:


 


Quando o adjetivo posposto a dois ou mais substantivos funcionar como adjunto adnominal e qualificar todos os substantivos apresentados, poderá concordar com o elemento mais próximo ou com a soma deles. Por exemplo:


 


– O Estado compra carros e maçãs argentinas.


– O Estado compra carros e maçãs argentinos.


 


Uma regra prática para se descobrir se o adjetivo funciona como adjunto adnominal é a seguinte: Substitua os substantivos por um pronome (eles, elas, os, as…); se o adjetivo desaparecer, funcionará como adjunto adnominal. Por exemplo:


 


Se, na frase apresentada, substituir-se carros e maçãs pelo pronome os, ocorrerá a seguinte frase:


 


– O Estado compra-os.



O termo argentinos é, portanto, adjunto adnominal.


 


Há três casos em que o adjunto adnominal concordará apenas com o elemento mais próximo:


 


1) Se qualificar apenas o elemento mais próximo, por questão de bom senso:


– Comprei óculos e frutas frescas.



2) Se os substantivos forem sinônimos:


– Desrespeitaram o povo e a gente brasileira.



3) Se os substantivos formarem gradação:


– Foi um olhar, uma piscadela, um gesto estranho.


 



 


Predicativo do sujeito:


 


Quando o adjetivo imediatamente posposto a dois ou mais substantivos funcionar como predicativo do sujeito, deverá concordar com a soma dos elementos (Há, porém, gramáticos que admitem a concordância também com o elemento mais próximo). Por exemplo:


 


– O operário e a esposa, preocupados, saíram para o trabalho.


 



 


Predicativo do objeto:


 


Quando o adjetivo imediatamente posposto a dois ou mais substantivos funcionar como predicativo do objeto, deverá concordar com a soma dos elementos. (Há, porém, gramáticos que admitem a concordância também com o elemento mais próximo). Por exemplo:


 


– Encontrei o operário e a esposa preocupados com a situação da empresa.


 


Uma regra prática para descobrir se o adjetivo funciona como predicativo (do sujeito ou do objeto) é a seguinte: Substitua os substantivos por um pronome (eles, elas, os, as…); se o adjetivo se manter, funcionará como predicativo. Por exemplo:


 


– Considero o pai e o filho responsáveis pelo acidente.


 


Substituindo-se o pai e o filho pelo pronome os, ocorrerá a seguinte frase:


 


– Considero-os responsáveis pelo acidente.


 


O adjetivo responsáveis é, portanto, predicativo do objeto.


 



 


II- Adjetivo anteposto a dois ou mais substantivos:


 



 


Adjunto adnominal:


 


Quando o adjetivo anteposto a dois ou mais substantivos funcionar como adjunto adnominal e qualificar todos os substantivos apresentados, deverá concordar apenas com o elemento mais próximo. Por exemplo:


 


– Trouxe belas rosas e cravos.


 



 


Predicativo do sujeito:


 


Quando o adjetivo imediatamente anteposto a dois ou mais substantivos funcionar como predicativo do sujeito, deverá concordar com a soma dos elementos. (Há, porém, gramáticos que admitem a concordância também com o elemento mais próximo). Por exemplo:


 


– Preocupados, o operário e a esposa saíram para o trabalho.


 



 


Predicativo do objeto:


 


Quando o adjetivo imediatamente anteposto a dois ou mais substantivos funcionar como predicativo do objeto, deverá concordar com a soma dos elementos. (Há, porém, gramáticos que admitem a concordância também com o elemento mais próximo). Por exemplo:


 


– Encontrei preocupados com a situação da empresa o operário e a esposa.


Dois ou mais adjetivos, modificando um só substantivo:


 



 


Quando houver apenas um substantivo qualificado por dois ou mais adjetivos, há duas maneiras de se construir a frase:


 


1- Coloca-se o substantivo no plural, e enumeram-se os adjetivos:


 


– Ele estuda as línguas inglesa e francesa.


– As seleções espanhola e italiana se enfrentarão.


 



 


2- Coloca-se o substantivo no singular, e, ao se enumerarem os adjetivos, acrescenta-se artigo a cada um deles:


 


– Ele estuda a língua inglesa e a francesa.


– A seleção espanhola e a italiana se enfrentarão.


A terceira construção, com o substantivo no singular e sem a repetição do artigo, que muitos consideram como correta, na nossa opinião, não é recomendada, devido ao sentido duvidoso que pode causar.


1) Esses dois elementos, sendo pronomes demonstrativos de reforço, são sinônimos e concordam com o elemento a que se referem, ou seja, mesmo e próprio – masculino, singular –, mesmos e próprios – masculino, plural –, mesma e própria, feminino, singular – e mesmas e próprias, feminino, plural.


 


 


– Elas mesmas disseram a verdade.


– Eles próprios reconheceram o erro.


– Alô! Sou eu mesmo.


– Ela mesma me procurou para contar a verdade.


 


2) Se a palavra mesmo significar realmente, será advérbio de afirmação, e, como tal, ficará invariável. Por exemplo:


 


– As meninas trouxeram mesmo o radialista!


 


3) Se a palavra mesmo tiver valor de concessão, iniciando orações subordinadas reduzidas, ou seja, se significar embora, ainda que, conquanto, mesmo que, será conjunção subordinativa concessiva, e ficará invariável. Observe este soneto de Vinicius de Moraes:


 


Soneto de Fidelidade


 


De tudo, ao meu amor serei atento


Antes, e com tal zelo, e sempre, e tanto


Que mesmo em face do maior encanto


Dele se encante mais meu pensamento.


 


Quero vivê-lo em cada vão momento


E em seu louvor hei de espalhar meu canto


E rir meu riso e derramar meu pranto


Ao seu pesar ou seu contentamento.


 


E assim, quando mais tarde me procure


Quem sabe a morte, angústia de quem vive


Quem sabe a solidão, fim de quem ama


 


Eu possa dizer do meu amor (que tive):


Que não seja imortal, posto que é chama


Mas que seja infinito enquanto dure.


 


 No verso ‘Que mesmo em face do maior encanto”, há a conjunção mesmo: “embora em face do maior encanto”.


 


Uma observação acerca do verso ‘Que não seja imortal, posto que é chama”: A locução conjuntiva “posto que” também tem valor concessivo, ou seja, também significa embora, ainda que. Vinicius, porém, não deu valor concessivo ao verso, e sim de causa ou de explicação, devendo, portanto, usar uma locução conjuntiva causal ou explicativa, como visto que. Esse uso é influência do espanhol.


Quando o vocábulo obrigado significar agradecido, grato, reconhecido, será adjetivo e, como tal, deverá concordar com o elemento a que se refere. Por exemplo:


 


– Fico-lhe obrigado pelo favor que me prestou.


– Ficamos-lhe obrigados pelo favor que nos prestou.


– A moça ficou-lhe obrigada pelo favor que lhe prestou.


– As moças ficaram-lhe obrigadas pelo favor que lhes prestou.


Obrigado é bastante usado em construções de natureza interjetiva, ou seja, como se fosse uma interjeição, assim como Valeu!, Ótimo!, Boa! e Apoiado!. Continua, porém, sendo adjetivo e concordando com o elemento a que se refere. Por exemplo:


 


– Olá, meninas, como vão? – Muito bem, obrigadas. (Mesmo que apenas uma menina diga a resposta)


– Muito obrigada, querido.


– Nós, professores, só podemos dizer uma coisa a vocês, queridos alunos: Muito obrigados.


Retribuição a um agradecimento:


 


Quando se retribuir a um agradecimento, isso deve ser feito com uma das seguintes frases:


 


– Eu que agradeço. / Não há de quê. / Não tem de quê. / Não seja por isso. / Nada. / Por nada. / De nada. / Que nada. / Disponha. / Às ordens. / Imagina. 


– Obrigado(a) eu. / Obrigado(a) a você.


– Obrigados(as) nós. / Obrigados(as) a você.


O vocábulo só concordará com o elemento a que se refere quando for um adjetivo e significar sozinho, sozinhos, sozinha, sozinhas; ficará invariável quando for um advérbio e significar apenas, somente. A locução adverbial a sós é sempre invariável. Por exemplo:


 


– Só (somente) as garotas queriam andar sós (sozinhas); os meninos queriam a companhia delas.


– Gosto de estar a sós.


Esses três elementos concordam com o substantivo a que se referem. Quite é adjetivo e significa o que saldou suas contas, livre de dívida. Por exemplo:


 


– Estou quite com meus credores.


– Estamos quites com nossos credores.


– Anexas, seguem as fotocópias dos documentos solicitados. 


– Estão inclusos o café da manhã e o almoço.


 



 


Observações sobre anexo:


Quando esse elemento for adjetivo, concordará com o substantivo a que se refere. O mesmo se aplica ao adjetivo apenso, muito frequente nos cursos de Direito. Por exemplo:


 


– As fotografias seguem anexas ao documento;


– Enviarei os comprovantes de depósito anexos ao processo.


 


Quando, porém, anexo for substantivo, será invariável e poderá ser usado com a preposição em, com ou sem o artigo o: no. Isso ocorrerá quando houver um anexo (um pacote, um envelope, uma caixa, etc…) e dentro dele estiver o objeto em questão, Tal dúvida ocorre nos e-mails, quanto aos arquivos que são anexados às mensagens. Por exemplo:


Suponhamos que eu lhe envie um pacote contendo alguns documentos; dentro desse pacote vai um envelope com alguns comprovantes de depósito. Muito bem. O que há, então? Há os comprovantes de depósito dentro do envelope, o qual anexei ao pacote. O envelope está anexo ao pacote, então. E os comprovantes estão dentro do anexo. Nesse caso, devo construir a frase assim:


 


– Enviei os comprovantes de depósito em anexo. (ou no anexo).


 


Essa frase deixa claro que os comprovantes não foram soltos dentro do pacote, mas sim dentro do envelope anexo ao pacote. Poderíamos construir a frase um pouco diferente:


 


– Enviei-lhe um pacote com os documentos do processo. Há um envelope anexo ao pacote. Os comprovantes de depósito seguem no anexo.


 


O artigo o foi usado anteriormente ao substantivo (no anexo), pois o texto foi construído de tal maneira que já se sabia da existência do envelope antes de escrever a palavra anexo.


 



 


E os arquivos que enviamos por e-mail? Aqueles que o destinatário tem de abrir para os ler? Em relação a isso, ocorre o seguinte:


O anexo é o arquivo enviado. As informações contidas no arquivo estão em anexo ou no anexo. Veja uma frase que poderia constar do "corpo" do e-mail:


 


– Olá, Jáber. Conforme combinamos, envio-lhe anexos os arquivos com as informações das quais você necessita para dar início ao processo.


 


Ou poderíamos escrever o seguinte:


 


– Olá, Jáber. Conforme combinamos, envio-lhe, nos anexos, as informações das quais você necessita para dar início ao processo.


Concordará com o elemento a que se refere quando for um numeral fracionário ou adjetivo e significar metade de um todo ou posição ou condição intermediária ou ainda de forma moderada, pouco intenso. Da mesma forma, quando for substantivo e significar ambiente, esfera, modo, maneira, veículo, procedimento, método: Estudamos sobre os meios de comunicação. / Os fins não justificam os meios.


Será invariável quando for advérbio de intensidade e significar um pouco, um tanto, não totalmente. Por exemplo:


 


– Ela estava meio (= um pouco) nervosa, pois já era meio-dia e meia (metade de hora), e seu filho ainda não havia chegado.


– Faz três anos e meio que ela se casou.


– Era uma mulher de meia idade.


– Não gosto de meias palavras nem de tarefas meio acabadas.


Quando o sujeito for tomado em sua generalidade, sem nenhum determinante, nas expressões 'é bom', é 'é necessário', 'é permitido', 'é proibido' e 'é vedado', o verbo ser – ou qualquer outro verbo de ligação (estar, parecer, ficar, permanecer, continuar) – ficará no singular, e o predicativo do sujeito, no masculino, singular, independentemente de o termo seguinte ser feminino ou plural.


Se o sujeito vier determinado, ou seja, acompanhado por artigo, pronome, numeral, adjetivo ou qualquer outra palavra que o modifique, a concordância do verbo e do predicativo será regular, ou seja, tanto o verbo quanto o predicativo concordarão com o determinante. Por exemplo:


 


– Caminhada é bom para a saúde.


 


Nessa frase não há determinante, por isso o verbo (é) ficou no singular e o predicativo (bom) no masculino, singular, apesar de caminhada ser um termo feminino.


 


– As minhas caminhadas são boas.


 


Nessa frase há determinante, por isso o verbo (são) e o predicativo (boas) concordaram com o sujeito.


Veja outros exemplos:


 


– É proibido entrada de crianças.


– Entrada de crianças é proibido.


– É proibida a entrada de crianças.


– A entrada de crianças é proibida.


– É necessário angústias para o crescimento psicológico.


– Angústias é necessário para o crescimento psicológico.


– São necessárias as angústias para o crescimento psicológico.


– As angústias são necessárias para o crescimento psicológico.


– Pimenta é bom?


– É bom pimenta?


– Esta pimenta é boa?


– É boa esta pimenta?

Há gramáticos que afirmam que a ideia de indeterminação do sujeito prevalece, quando se usa pronome indefinido: É necessário muita atenção.


São palavras invariáveis, ou seja, são inadequadas as palavras menas e pseuda. Menos é um advérbio ou pronome indefinido e pseudo é um prefixo, portanto não existe menas injustiça ou pseuda-oferenda. Da mesma forma, são invariáveis as formas alerta, por ser advérbio, exceto, tirante, salvo, mediante e não obstante, por serem preposições, de forma que, de modo que, de sorte que e de maneira que, por serem locuções conjuntivas. Como substantivo, alerta varia em número.


Pseudo só será hifenizado quando a palavra seguinte se iniciar por H ou por O, ja que pseudo termina em O. Se a palavra seguinte se iniciar por R ou por S, essas letras se duplicam. Por exemplo:


 


– Havia menos violência antigamente.

– Aquelas garotas são pseudoatletas.

– Há muitos pseudorreligiosos.

– Ele é um pseudo-homem!


Muito:


 


1) Será pronome indefinido quando anteceder um substantivo indicando quantidade ou qualidade indefinida ou em excesso. Tem o mesmo valor de bastante(s). A mesma regra se aplica a pouco.


 


– Esse livro traz muitos exemplos de como produzir uma mini-horta.


– Muitas florestas foram dizimadas para o progresso se estabelecer.


– Sentia muita esperança em conseguir o emprego.


– Muita gordura faz mal à saúde.


– Sempre tive muita sorte.


 


2) Será advérbio, portanto invariável, quando intensificar adjetivo, advérbio ou verbo. Tem o mesmo valor de bastante.


 


– Essa bebida é muito forte!


– Sentiu muito a perda do pai.


– Vendemos muito neste ano!


– Estudei muito para conseguir a aprovação.


– Acordava muito cedo!


 


Bastante:


1) Será pronome indefinido quando anteceder um substantivo indicando quantidade ou qualidade indefinida ou em excesso. Tem o mesmo valor de muito(s), muita(s).


 


– Esse livro traz bastantes exemplos de como produzir uma mini-horta.


– Bastantes florestas foram dizimadas para o progresso se estabelecer.


– Sentia bastante esperança em conseguir o emprego.


 


2) Será adjetivo quando significar o que basta, o que satisfaz, suficiente e, como tal, concordará com o elemento a que se refere.


 


– Essa nota não é bastante para conseguir a aprovação.


– Há bastante carne para o churrasco?


– Há carne bastante para o churrasco?


 


Observe que pode haver ambiguidade ao utilizar o vocábulo bastante antes de um substantivo, pois tanto pode ser um adjetivo quanto um pronome indefinido. O ideal seria usá-lo, no sentido de suficiente, sempre depois do substantivo.


 


– Há bastantes testemunhas para incriminar o acusado.


 


Nessa frase, o sentido tanto pode ser o de que há muitas testemunhas ou de que há testemunhas suficientes.


 


– Há testemunhas bastantes para incriminar o acusado.


 


Nessa frase, o sentido é único: Há testemunhas suficientes.


 


3) Será advérbio, portanto invariável, quando intensificar adjetivo, advérbio ou verbo. Tem o mesmo valor de muito.


 


– Essa bebida é bastante forte!


– Sentiu bastante a perda do pai.


– Vendemos bastante neste ano!


– Estudei bastante para conseguir a aprovação.


– Acordava bastante cedo!


 


4) Será substantivo por derivação imprópria quando significar aquilo que é necessário, suficiente.


 


– Já não discutiram o bastante?


– Tenho o bastante para viver.


 


Suficiente


 


1) Será adjetivo quando significar aquilo que basta, bastante ou hábil, capaz, apto.


 


– Essa nota não é suficiente para conseguir a aprovação.


– Há suficiente carne para o churrasco?


– Há carne suficiente para o churrasco?


– Achava-se suficiente (capaz) para assumir o cargo.


 


2) Será substantivo quando significar aquilo que é necessário, suficiente.


 


– Já não discutiram o suficiente?


– Tenho o suficiente para viver.


Grama:


Quando a palavra grama representar unidade de massa, será sempre masculina: o grama. Grama só será feminina se representar a relva.


 


– Comprei duzentos gramas de queijo.


– Não emagreci um grama sequer.


 



Possível:


Em frases enfáticas, como o mais, o menos, o melhor, o pior, as mais, os menos, os piores, as melhores, a palavra possível concordará com o artigo, que pode concordar com o substantivo ou ficar invariável, masculino singular, independentemente de o termo ser feminino ou plural. O adjetivo concordará com o substantivo.


 


– Visitei cidades o mais interessantes possível.


– Visitei cidades as mais interessantes possíveis.


– Apesar de a corrupção assolar o país, há políticos o mais honestos possível.


– Apesar de a corrupção assolar o país, há políticos os mais honestos possíveis.


Silepse:


Concordância ideológica, também chamada concordância irregular ou figurada, é a que se opera não com o termo expresso, mas com outro termo latente, isto é, oculto, mentalmente subentendido, ou seja, concorda-se, não com a palavra que esteja escrita, mas sim com o que ela significa. Isso configura uma figura de linguagem chamada de silepse.


 


Silepse de gênero:


 


– São Paulo é linda. (Trata-se da cidade de São Paulo)


– Vossa Excelência é muito bondoso. (Se for um homem o interlocutor)


Silepse de número:


 


– Estaremos aberto nesse final de semana. (O que estará aberto será o estabelecimento; nós apenas estaremos lá)


 


Silepse de pessoa:


 


– Os brasileiros somos tranquilos. (O verbo fica na primeira pessoa do plural, representando que o emissor da mensagem também seja brasileiro)

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