Elias Santana - Gran Cursos

 

 FONÉTICA


É a parte da gramática que estuda os sons da fala humana, ou seja, os fonemas.




1. Fonemas


Fonemas são sons da fala humana que, sós ou combinados, formam as sílabas que, por sua vez, formam as palavras.




2. Fonemas e Sílabas - Diferença


Não há que confundir fonema e sílaba, coisas bem diferentes. Uma sílaba pode conter um (a-go-ra), dois (a-go-ra), três (es-tre-la), quatro (cris-tão) e até cinco (felds-pa-to) fonemas.




3. Letras


Letras são as representações gráficas (símbolos convencionados) dos fonemas.



4. Fonema e Letra - Diferença


Fonema pronuncia-se e ouve-se; letra escreve-se e vê-se. Fonema é som, letra é representação do som.


Uma palavra pode ter igual número de fonemas e letras:




cabelo - 6 letras e 6 fonemas.




O número de letras pode ser maior do que o número de fonemas:




hoje - 4 letras e 3 fonemas, pois o “h” não é pronunciado, é letra meramente histórica;




guerra - 6 letras e 4 fonemas, pois os dígrafos “gu” e “rr” representam apenas um fonema cada um;




tanto - 5 letras e 4 fonemas, pois o “n” apenas faz com que o “a” seja nasalizado.




Há, ainda, palavras que possuem mais fonemas do que letras:




tóxico - 6 letras e 7 fonemas, pois o “x” equivale a /cs/.




Por outro lado, um mesmo fonema pode ser representado por letras diferentes, como podem, também, fonemas diferentes ser representados por uma mesma letra:




mesa, beleza - as letras s e z representam o mesmo fonema /z/;




expectativa (x = /s/), exame (x = /z/), táxi (x = /cs/), próximo (x = /ss/), caixa (x = /ch/) - em cada uma o “x” representa fonemas diferentes.




Por aí se vê que não há, rigorosamente, um símbolo gráfico (letra) para cada fonema de nossa língua. Essa discrepância entre fonemas e letras é a responsável pela maior parte das dificuldades ortográficas que enfrentamos.




5. Nome da letra


Não se confunda o nome da letra com o fonema respectivo. Assim, ele, eme, erre, cê são os nomes das letras l, m, r, c.


Os fonemas são os sons que a leitura dessas letras produz na palavra.










6. Classificação dos Fonemas




a) VOGAIS


Não são simplesmente as letras a, e, i, o, u. Em quilo, a letra u nem é fonema.


A vogal é fonema básico de toda sílaba. Não há sílaba sem vogal e não pode haver mais de uma vogal numa sílaba. Por outra, o número de vogais de um vocábulo é igual ao número de sílabas; inversamente, o número de sílabas é igual ao número de vogais.




b) CONSOANTES


Como o próprio nome sugere, consoantes são os fonemas que, para serem emitidos, necessitam do amparo de outros fonemas, ou seja, das vogais.




Cabe relembrar que, para haver consoante, é necessário o fonema (ruído) e não a letra (escrita). Assim, em “hipótese”, não há a consoante “h”, mas apenas essa letra; em “ilha”, a consoante única é o fonema representado pelas letras “lh”; em “manga”, o “n” não é consoante, porque não constitui fonema, mas apenas indica a nasalização do “a”.




c) SEMIVOGAIS


Constituem os fonemas intermediários entre as vogais e as consoantes: não têm a fraqueza destas nem a autonomia daquelas. São, na prática, o “i” e o “u”, quando, ao lado de uma vogal autêntica, soam levemente, sem a força de vogal. O “e” e o “o”, sempre que, na mesma circunstância, forem pronunciados, respectivamente, como “i” e “u”, também serão semivogais.


Comparem-se as diferenças de intensidades dos fonemas grifados, nas palavras que seguem:




Semivogais


Vogais


Pais


país


Mau


baú


Mágoa


pessoa


Vídeo


Leo


Mário


Maria






Observações:


1ª) O a é sempre vogal, aberto ou fechado, oral ou nasal.


2ª) Qualquer uma das letras a, e, i, o, u, isolada ou entre duas consoantes, será vogal.


3ª) O fonema que receber o acento tônico será obviamente vogal.


4ª) Pode haver duas vogais juntas, mas jamais se juntarão duas semivogais.




7. Encontros Vocálicos


Chamam-se assim os encontros constituídos de dois ou mais fonemas vocálicos (vogais e semivogais).




a) DITONGO


É o encontro de uma vogal e uma semivogal ou vice-versa.


O ditongo pode ser:


crescente - quando a semivogal vem antes: série, água, vítreo, nódoa, quando, freqüente;


decrescente - quando a semivogal vem depois: leite, baixo, céu, herói, mão, mãe, põe, muito.


Qualquer ditongo ainda pode ser:


oral - quando emitido sem a participação das fossas nasais: série, água, vítreo, nódoa, quase, leite, baixo, céu;


nasal - quando há participação das fossas nasais: quando, frequente, põe, muito, esperam, vem, comunhão.










Na prática, os ditongos nasais são:


1 - os que levam o til: sabão, anões, mãe, cãibra;


2 - os que vêm seguidos de “m” ou “n” na mesma sílaba: quando, guampa;


3 - o “ui” de mui e muito;


4 - os grupos “em”, “en”, “ens” e “am” no final de vocábulos: também, éden, edens, armam.






b) HIATO




É o encontro de duas vogais: pessoa, guria, saúde, saída, coordenar.




Observação:


Todas as vogais repetidas constituem hiatos e, por isso, devem ser pronunciadas separadamente: crêem, caatinga, vôo, niilismo, reencontro.




c) TRITONGO


É o encontro de uma vogal entre duas semivogais: quais, saguão, Uruguai.




Observação:


Uma vogal ladeada por semivogais é o único jeito possível de haver tritongo. Acautele-se, pois, o leitor contra a falsa impressão de tritongo que podem dar palavras como “raio”, “tamoio”, “veraneio”, “boia”, “ideia”. Observe-se que não há tritongo pelo simples fato de que é uma semivogal que está entre duas vogais. Tem sido norma gramatical separar as sílabas dessas palavras assim: rai-o, ta-moi-o, ve-ra-nei-o, boi-a, i-dei-a, formando, portanto, ditongos decrescentes.




Os tritongos podem ser:


orais - quando emitidos sem a participação das fossas nasais: Paraguai, desiguais;


nasais - quando emitidos com a participação das fossas nasais: saguão, enxáguam, ágüem.




8. Encontros Consonantais


São as sequências de duas ou mais consoantes: vidro, digno, escrita. Podem ser perfeitos (na mesma sílaba), como em Brasil e claro, imperfeitos (em sílabas diferentes), como em magnético e objetivo ou mistos (que misturam os dois modos descritos), como em destreza, filtração e displicência




Observação:

Os encontros consonantais disjuntos (separados silabicamente), como os de “advogados”, “ritmo”, “opção”, “digno”, por serem de difícil elocução, têm proporcionado verdadeiras aberrações fonéticas e até ortográficas. É comum ouvirmos e às vezes até vemos tais palavras escritas assim: “adevogados”, “rítimo”, “opição”, “diguino”. Note-se que, assim, são acrescidas de um fonema e uma sílaba.




9. Dígrafos


São os grupos de duas letras representando um fonema apenas. Não confundamos dígrafo (2 letras = 1 fonema) com encontro consonantal (cada letra = 1 fonema).




Estes são os dígrafos:


ch, lh, nh ¾ cheio, filho, ninho;


gu, qu, (com o u mudo) ¾ guindaste, querido, requinte, segue;


rr, ss ¾ terra, morro, isso, passa;


sc, xc (antes de e e de i) ¾ piscina, exceto;


sç ¾ nasça, desça;


am, an, em, en, in, im, om, on, um, un, desde que não sejam ditongos nasais (ver ditongo nasal) ou façam parte de tritongo nasal (ver tritongo nasal) ¾ também, canto, sempre, entre, ímpio, pintura, combate, onda, álbum, funda. Em outras palavras: as vogais seguidas de m ou n na mesma sílaba, uma vez que estes, nesse caso, são meros índices de nasalização.




SEPARAÇÃO SILÁBICA




1 - A divisão de sílabas se processa pela soletração das palavras, jamais pelos seus elementos formadores segundo sua etimologia. Sabemos, por exemplo, que bisavô se forma de bis + avô, mas, na silabação, teremos bi-sa-vô, sendo esta a separação correta.




2 - Toda consoante precedida de vogal forma sílaba com a vogal seguinte:


janela ............... ja-ne-la


ético ................ é-ti-co


desumano ....... de-su-ma-no


subumano ....... su-bu-ma-no


subabitação ..... su-ba-bi-ta-ção


superativo ........ su-pe-ra-ti-vo


hiperácido ........ hi-pe-rá-ci-do




Observação:


Como vimos nos dígrafos, as letras m e n muitas vezes são índices de nasalização da vogal anterior. Para efeitos fônicos, é como se fossem til: transandino, consorte, sentido, bomba, campo, lindo. Por isso, justificam-se por essa mesma regra as separações: tran-san-di-no, tran-sa-ma-zô-ni-co, con-sor-te, sen-ti-do, bom-ba, cam-po, lin-do.




3 - O que se pode e o que não se pode separar:




Não se separam:


os ditongos e os tritongos: lei, fai-xa, a-zei-te, fé-rias, lé-gua, nó-doa, cha-péu, ji-bói-a, mai-o, a-ve-ri-guei, quais, pa-ra-guai-a;


os dígrafos do “h” e do “u”: cha-ve, fi-lho, ne-nhum, a-qui-lo, se-gue, se-quer;


c) os encontros consonantais no início de palavras: gno-mo, mne-mô-ni-co, pneu-má-ti-co, psi-có-lo-go;


em geral, os grupos consonantais em que a segunda letra é “l” ou “r”: a-tle-ta, o-blí-quo, a-tri-to, sa-cro, le-tra, a-dro.




Separam-se:


a) os hiatos: vô-o, ga-ú-cho, fi-lo-so-fi-a, ca-no-a, a-í, Le-o;


b) os dígrafos “rr”, “ss”, “sç”, “sc” e “xc”: bar-ro, os-so, des-ça, nas-ce, ex-ce-to;


c) os encontros consonantais pronunciados disjuntamente: ad-vo-ga-do, dig-no, ar-te, per-cus-são, sub-di-re-tor, sub-lin-gual;


d) as consoantes duplas: oc-ci-pi-tal, fric-ção;


e) os encontros consonantais (de mais de duas consoantes) em que aparece “s” separam-se depois do “s”: es-tre-la, des-pres-tí-gio, in-ters-tí-cio, felds-pa-to, pers-cru-tar, ins-tru-ir.




4 - É claro que, se a palavra já for separada por hífen, essa separação será respeitada, e, na passagem de uma linha para a outra (translineação), tal hífen até deve ser repetido:


..................................... ex-


-atleta ..................................


................................... disse-


-nos .....................................


.................................... obra-


-prima ..................................


.................................... auto-


-retrato ................................




5 - Na translineação, devem-se evitar separações de que resultem, no fim de uma linha ou no início da outra:


a) letras isoladas:


......................................... e-


duca................................... ....................................... ba-


ú ..........................................


b) termos grosseiros:


.....................................cus-


toso .....................................


....................................puta-tivo.......................................


................................... após-

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 PROBLEMAS

ORTOGRÁFICOS



TERMINAÇÕES




1. Terminações -ez (-eza), -ês (-esa)




Observe os exemplos:




Grupo 1 Grupo 2


gentil ........ gentileza campo.......camponês, camponesa


belo .......... beleza barão........ baronesa


mole ......... moleza burgo ........burguês, burguesa


fluido ........ fluidez Pequim......pequinês, pequinesa


insensato .. insensatez Portugal.....português, portuguesa




No Grupo 1, a palavra primitiva é adjetivo, e a derivada, substantivo.


No Grupo 2, a palavra primitiva é substantivo, e a derivada, adjetivo.


Portanto, usa-se -ez(-eza), quando a palavra deriva de um adjetivo, e -ês(-esa), quando a palavra deriva de um substantivo.




2. Terminação -oso(s), -osa(s)


Essa terminação (sufixo) forma muitas palavras adjetivas na Língua Portuguesa. É desnecessário dizer que ela será sempre com “s”: bondoso(s), bondosa(s); gasoso(s), gasosa(s); bilioso(s), biliosa(s); maravilhoso(s), maravilhosa(s).


O substantivo gozo(s) e todas as formas do verbo gozar (eu gozo, tu gozas, ele goza etc.) são com z, porque são palavras primitivas, não derivam de outras.




3. Teminações -izar, -(is)ar


Com a terminação izar (sufixo com z), formam-se muitos verbos na Língua Portuguesa:


canal ......... canalizar


bárbaro ..... barbarizar


nacional .... nacionalizar


estilo ......... estilizar


humano ..... humanizar




Observe-se que, realmente, acrescentamos -izar, retirando, quando muito, uma letra da palavra primitiva.


Há alguns verbos que, aparentemente, apresentam a terminação -isar (com “s”):


análise ...... analisar


paralisia .... paralisar


pesquisa .... pesquisar


friso ............ frisar




Observe-se que, nestes exemplos, acrescentamos apenas -ar, pois is já estava na palavra primitiva, o que significa não há sufixo representado por -isar, e sim o acréscimo da terminação verbal -ar da 1ª conjugação. O verdadeiro sufixo é -izar.

Exceções: catequese - catequizar / síntese - sintetizar / hipnose - hipnotizar / batismo - batizar / ênfase - enfatizar (lembre-se da sigla de um famoso banco, só que com E no final: HSBCE)




- IZAR - quando a palavra primitiva não oferece IS.


- ISAR - quando a palavra primitiva oferece IS.




Nota: A conjugação desses verbos, bem como as palavras que se formam a partir deles, evidentemente, mantêm o z ou o s, conforme o caso:


canalizar - canalização, canalizado, canalizamos etc;


paralisar - paralisação, paralisado, paralisaremos, paralisando etc.




4. Terminação -inho


Esse sufixo liga-se ao radical por duas maneiras:


diretamente, eliminando, quando muito, uma vogal da palavra primitiva:




curral + inho = curralinho, dent(e) + inho = dentinho, nariz + inho = narizinho, barc(o) + inho = barquinho, cant(o) + inho = cantinho, lag(o) + inho = laguinho.




As consoantes finais do radical l, z, t, c, (transformada em qu) e g (transformada em gu)] permitem que esta ligação direta aconteça.


Isso igualmente acontece, quando a consoante final da palavra primitiva, tomada no singular, for o “s”. Por isso, temos:




país + inho = paisinho, mes(a) + inha = mesinha, pes(o) + inho = pesinho, Luís(a) + inha = Luisinha.




Nestes exemplos, seria tão absurdo substituir o s por outra letra (z), como seria absurdo substituir as consoantes dos exemplos anteriores.




Entretanto, se o radical não oferecer uma consoante que permita essa ligação espontânea, natural, será preciso recorrer a uma, que se acrescenta; e essa consoante deverá ser o z, e apenas o z:




pai + z + inho = paizinho, mãe + z + inha = mãezinha, guri + z + inho = gurizinho, árvore + z + inha = arvorezinha.




- (S) INHO- quando o radical oferecer S.


- ZINHO- quando o radical não oferecer S ou outra consoante.




Observação: As palavras formadas com sufixos como -ito, -al, -ão, arão, -arrão obedecem à mesma norma ortográfica:




piá + z + ito = piazito, pai + z + ão = paizão, capim + z + al = capinzal, homem + z + arrão = homenzarrão; lápis + ito = lapisito, Luís + ão = Luisão, cas(a) + arão = casarão.




5. Terminações -gem e -gio:


Eis terminações que geralmente se grafam com g: garagem, a viagem, fuligem, ferrugem, vertigem, origem, linguagem, passagem, reportagem, imagem, paisagem, massagem, mensagem, contagem, coragem, pastagem, carruagem. São exceções à regra: pajem, lajem e lambujem.

Mesma regra para as terminações -gio: estágio, pedágio, contágio, plágio, naufrágio, régio, egrégio, colégio, privilégio, sortilégio, sacrilégio, prodígio, litígio, vestígio, necrológio, relógio, refúgio, subterfúgio.


Todavia, os verbos em -ajar, -ijar e -ujar (viajar, alijar, enferrujar etc.) mantêm, na conjugação, o j. Por isso, temos: que eles viajem, que eles alijem, que eles enferrujem etc.




Nota: As pessoas mais desavisadas têm certa dificuldade em distinguir, na frase, o substantivo viagem (com g) do verbo viajem (com j). A elas basta que se diga que o substantivo admite o plural viagens e que o verbo pode mudar para qualquer outra pessoa (viaje, viajemos etc.);


Que viagem! Na próxima vez, viajem vocês.


(Que viagens! Na próxima vez, viaje você.)




6. Terminações -ear, -iar


Muitos são os verbos terminados em -ear e -iar. Eis alguns:




campear passear financiar

veranear acarear aviar


estrear negociar amaciar


recear acariciar copiar




Como evitar trocas entre e e i na hora de empregar essas formas infinitivas?




Conjugando o verbo na primeira pessoa do presente do indicativo: se esta terminar em -eio, o infinitivo será com -ear; se terminar em -io, o infinitivo será com –iar:




eu campeio


eu passeio


eu financio


eu veraneio


eu acareio


eu avio


eu estréio


eu negocio


eu amacio


eu receio


eu acaricio


eu copio




Observação:


Apenas seis verbos fazem “eu -eio”, apresentando, contudo, o infinitivo com -iar. São os da “Regra do MÁRIO”: mediar, ansiar, remediar, intermediar, incendiar e odiar. Só existe um verbo terminado em -eiar: veiar (formar riscas ou estrias).




7. Terminações -(e)eiro -(e)eira, -(i)eiro, -(i)eira




Às vezes, surgem dúvidas entre o emprego de e ou i antes das terminações -eiro, -eira. A dúvida desaparece, se atentarmos para a origem da palavra formada com essas terminações, pois a letra da dúvida (e ou i) será a mesma que estiver na palavra primitiva:




cume .......


cumeeira


estância ....


estancieiro


lume ........


lumeeiro


espécie .....


especieiro


candeia......


candeeiro


frio ...........


frieira


areia ..........


areeiro








8. Terminações -am, -ão


Nas formas verbais, a terminação será -am (e não -ão), se a sílaba tônica for a penúltima (paroxítona): captaram, fizeram, comeram, realizaram. Se a sílaba tônica for a última (oxítona), a terminação será -ão: cantarão, venderão, farão, comerão. A primeira terminação é usada no pretérito perfeito ou no pretérito mais-que-perfeito, a segunda é usada no futuro do presente.



LETRAS


1. X


Jamais use ch em vez de x, se houver ditongo antes:


caixa, faixa, peixe, ameixa, frouxo, baixo, eixo, feixe, frouxo, baixela, paixão, rebaixar.




Em geral, depois de me e mi iniciais:


mexer, mexerica, México, mexilhão, mixaria.


Exceção: a mecha.




Em geral, depois de en.


enxame, enxoval, enxada, enxugar, enxaguar, enxergar, enxaqueca, enxurrada, enxofre, enxerido, enxuto.



Observação:


Se a palavra derivar de uma que tem ch, este se mantém. Trata-se de regra, e não de exceção, como querem alguns:


encher, enchente, enchimento, preencher (cheio), encharcar (charco), enchumaçar (chumaço)




2. Correlação nd x ns / pel x puls / rt x rs / corr x curs


Escreva ns, rt, rg, puls ou curs, se houver outra da família com nd, pel, rt ou corr:


compreensão (compreender), extensão (estender), pretensão (pretender), ascensão (ascender), ofensa (ofender), defesa (defender), apreensão (apreender), repreensão (repreender), suspensão (suspender), distensão (distender), tensão (tender)

impelir (impulsão), expelir (expulsão), repelir (repulsão), compelir (compulsório)

inverter (inversão), verter (versão), converter (conversão), reverter (reversão), divertir (diversão), perverter (perversão), subverter (subversão), imergir (imersão), aspergir (aspersão), emergir (emersão), submergir (submersão)

correr (curso), concorrer (concurso), discorrer (discurso), recorrer (recurso), percorrer (percurso)

Atenção se escreve com ç porque é derivado de ater-se, e não de atender. O ato de atender é atendimento.



3. Correlação c x z


Na dúvida entre z ou s em certos vocábulos, basta ver se há uma família que se escreve com c:


atroz (atrocidade), falaz (falácia), vizinho (vicinal).

Vocabulário: falaz = enganador




4. Correlação do, to, tor e tivo x ç, -r + ç, ar x ç


Outra correlação entre palavras da mesma família que soluciona muitas dúvidas:

educação (educado), formação (formado), navegação (navegado), distribuição (distribuído), distração (distraído), traído (traição), exibição (exibido), situação (situado), proibição (proibido), importação (importado), retribuição (retribuído)

exceção (exceto), torcer, torção (torto), isenção (isento), conjunção (conjunto), intenção (intento), erudição (erudito), junção (junto), extinção (extinto), sensação (sensato), aflição (aflito), produção (produto), relação (relato), requisição (requisito)

redação (redator), condução (condutor), eleição (eleitor), instrução (instrutor), tração (trator), seção (setor), proteção (protetor), correção (corretor), direção (diretor), intervenção (interventor), invenção (inventor), ação (ator), promoção (promotor), canção (cantor), infração (infrator), redenção (redentor), construção (construtor)

adição (aditivo), criação (criativo), sedação (sedativo), prevenção (preventivo), rotação (rotativo), atração (atrativo), aplicação (aplicativo), nação (nativo), narração (narrativo)

preparar (preparação), combinar (combinação), significar (significação), abreviar (abreviação), predicar (predicação)

investigar (investigação), marcar (marcação), exclamar (exclamação), fundar (fundação), tentar (tentação), nadar (natação), aceitar (aceitação), experimentar (experimentação), revelar (revelação), exportar (exportação), autorizar (autorização).


E também os substantivos derivados de verbos terminados em uzir:

reduzir (redução), produzir (produção), conduzir (condução), seduzir (sedução), traduzir (tradução), deduzir (dedução), induzir (indução), reproduzir (reprodução), introduzir (introdução).





5. Correlações ced x cess, prim x press, gred x gress, tir x ssão




concessão (conceder), cessão (ceder), sucessão (suceder), processo (proceder), retrocesso (retroceder), acesso (aceder), excesso (exceder), agressão (agredir), progressão (progredir), transgressão (transgredir), regressão (regredir), opressão (oprimir), impressão (imprimir), reprimir (repressão), deprimir (depressão), suprimir (supressão), exprimir (expressão), discussão (discutir), repercussão (repercutir), eletrocussão (eletrocutir), admitir (admissão), demitir (demissão), permitir (permissão), transmitir (transmissão), emitir (emissão), omitir (omissão)

Vocabulário: eletrocutir = eletrocutar




6. “H” mudo no meio só na bahia dos baianos




desonesto, desonra, desarmonia, desumidificar, inábil, reabilitar, reidratar, reaver.




7. K, W, Y


São usadas apenas em palavras estrangeiras (show, marketing) abreviaturas (W.C. - “water-closet”), símbolos (kg - quilograma) e nomes próprios (Kant, Byron) ou palavras derivadas deles (kantismo, byroniano).




8. S e NÃO Z


Depois de ditongo, usa-se sempre s. Somente nomes próprios aceitam dupla grafia:


lousa, maisena, Sousa (Souza), náusea, Neusa (Neuza), causa, ausência, pausa, aplauso, faisão, Luís (Luiz), Luísa (Luíza), Inês (Inez), Eliseu (Elizeu), Teresa (Teresa, Theresa ou Thereza), Isabel (Izabel), Tomás (Tomáz ou Thomas), Baltasar (Baltazar), Queirós (Queiroz).




Se a palavra não for oxítona, jamais use z no fim, exceto em nomes próprios:


ourives, lápis, ônibus, grátis, pires, tênis, Álvares, Ramires, Rodrigues.


Com uma exceção:


A terminação triz é sempre com z:


meretriz, cicatriz, imperatriz, geratriz, embaixatriz, Beatriz, diretriz




III - PALAVRAS E EXPRESSÕES



JEITO é com “j”, porque não tem outro jeito. E assim seus derivados: jeitoso, ajeitar, desajeitado, conjectura, dejeto, dejetar, ejetar, injeção, injetar, interjeição, interjetivo, objeção, objetivo, objeto, projeção, projetar, projeto, projétil, projetor, rejeitar, rejeição, sujeito, subjetivo, trajeto, trajetória




REIvindicar - REI, depois “vindicar”, assim como reivindicação. Não existe 'revindicar'.

Nada tem a ver com o prefixo RE de reinvenção, reintegração. Se reinventar é inventar novamente e reintegrar é integrar de novo, reinvindicar, se existisse, deveria ser 'invindicar de novo'.




3. Se laranja é com j, laranjeira também será. Se cume é com e, cumeeira manterá o e. Se candeia tem e depois do d, candeeiro manterá o e. E, assim, a grafia correta de muitas palavras depende apenas de observação inteligente.




4. A FIM DE (QUE) - Se há DE ou QUE separado, separe o A. AFIM (junto) significa afinidade, parentesco e, geralmente, é usado no plural, no singular só é usado na matemática, na expressão função afim:


Nós temos ideias afins.




5. QUIS (com S) e FIZ (com Z). Por quê? Ligue-se no infinito, no nome do verbo. Se este contiver Z, está na cara que ele não deve ser trocado por S na conjugação. Se o infinitivo não contiver Z, então, na conjunção, devemos usar S. Quiz existe, mas significa jogo de perguntas e respostas, questionário, programa de TV que segue esse formato:



FAZER (com Z) - fiz, fizemos, fizesse etc.

DIZER (com Z) - diz, dizemos, dizia etc.

APRAZER (com Z) - apraz, aprazia etc.

TRAZER (com Z) - traz, trazia, trazem.

Mas:

QUERER (sem Z) - quis, quiseste, quisera etc.

PÔR (sem Z, e derivados) - pus, pôs, repusemos, compusera etc.

USAR (sem Z) - usou, usara, usasse etc.




6. EXPECTATIVA (com X), que significa espera.

ESPECTADOR, o que assiste a um espetáculo, é que é com S, daí derivam espetacular e telespectador.




7. Os verbos terminados em uir mantêm o i na 3ª pessoa do singular:


possui, constitui, inclui, contribui, atribui, retribui, evolui, substitui, instrui. Construir, destruir e reconstruir são exceções (constrói, destrói e reconstrói).




8. PRIVILÉGIO (com i) vem de PRIVADO (com i), os derivados também serão com i: privilegiar, privilegiado, desprivilegiar, desprivilegiado.




9. CONSCIÊNCIA todo mundo sabe que é com sc; logo, os derivados serão com sc:




consciente, conscientizar, inconsciente, subconsciente, conscientização etc.




10. ATRASADO, segundo o Prof. Édison de Oliveira, é quem escreve atrasado com z.




11. EXCESSO - Não confundir com exceção. Excesso é o resultado do ato de exceder (exagero, atitude descontrolada) e exceção é o ato de excluir (desvio de uma regra).




12. A PAR x AO PAR - A expressão de uso comum é a par. Ao par usa-se no mundo financeiro para indicar equivalência de moedas e títulos. A par de (=ao lado de) é sinônimo de de par com:




A par da (ou De par com a) beleza, devemos ressaltar sua inteligência.




13. AFORA


Andava pelo mundo afora.


Afora o líder, todos riram.




Existem de fora, por fora, em fora; mas não existe à fora. É, pois, erro grosseiro escrever: “Andava pelo mundo à fora”.




14. TAMPOUCO x TÃO POUCO - Tampouco significa nem:


Não fuma, tampouco bebe.




Tão pouco traz a idéia de muito pouco:


Ele estuda tão pouco, que não passará no concurso.




15. TÃO-SÓ e TÃO-SOMENTE - São expressões que tão-somente servem para reforçar somente. Empregam-se com hífen.




16. ACERCA DE x HÁ CERCA DE x A CERCA DE - As três expressões são usadas: a primeira significa a respeito de (Só falava acerca de suas aventuras); a segunda indica tempo transcorrido, em que há é igual a faz (Há cerca de dez anos, estávamos no início desta obra); a terceira indica um tempo futuro (Daqui a cerca de três meses iniciaremos a obra).




17. IR AO ENCONTRO DA NAMORADA ou IR DE ENCONTRO À NAMORADA?


É muito melhor ir ao encontro da namorada (na direção, a favor). Ir de encontro a significa ir contra, em sentido contrário:


O automóvel foi de encontro ao barranco.


Minha opinião vai de encontro à sua.




18. AO INVÉS DE x EM VEZ DE - Aproximam-se no significado, mas não são exatamente iguais. Ao invés de traz a idéia de ao contrário de:


Quando ouviu a piada, ao invés de rir, chorou.


Em vez de significa em lugar de:


Em vez de trabalhar, foi ao cinema.




19. PORVENTURA Significa por acaso. Por ventura existe, mas significa por sorte.




20. EMPECILHO (com e e lh) - Não vem de impedir, e sim de empecer, que significa estorvar, criar obstáculos.



IV - EMPREGO DO HÍFEN


1 - Certos prefixos, às vezes, exigem hífen.


Examinemos este quadro:






Palavra iniciada por:


PREFIXOS


VOGAL


h


r


s


a) pseudo, auto, neo, infra, supra, extra, proto, intra, contra, ultra, semi




SIM




SIM




SIM




SIM


b) circum, pan, mal


SIM


SIM


NÃO


NÃO


c) ante, anti, arqui, sobre


NÃO


SIM


SIM


SIM


d) super, inter, hiper


NÃO


SIM


SIM


NÃO


e) sub (também se separa antes de b.)


NÃO


NÃO


SIM


NÃO




Exemplos:


a) pseudo-homem, auto-retrato, neo-sectário, infra-assinado, supra-renal, extra-oficial, (“extraordinário” é uma exceção consagrada pelo uso), proto-história, intra-uterino, contra-revolucionário, ultra-som, semi-reta, semi-índio;


b) circum-adjacente, circum-hospitalar, pan-americano, pan-helenismo, mal-estar, mal-humorado; mas: circunsessão, circunrodar, pansexual, panruralismo, malroupido, malsão;


c) ante-histórico, ante-sala, ante-republicano, arqui-rabino, arqui-secular, sobre-humano, sobre-restar; mas: anteontem, antimperialista, arquiavô, sobreaviso, sobreminência.


d) super-homem, super-resistente, inter-humano, inter-radical: mas: superaquecido, supermercado, superdosagem, interação, interface, interdisciplinar.


e) sub-reitor, sub-ramo, sub-base, sub-biblioteca; mas: subalimentado, subalugar, suboficial, subumano, subsolo, subseção.




Observação:


Atente-se bem para o fato de que todos esses prefixos se unirão à palavra radical, se esta não começar por vogal, h, r, ou s (HORAS - o e a representam as vogais).




Sem HORAS, não haverá hífen.




Neoclássico, autodidata, internacional, pseudoprogresso, superbase, infravermelho, circumpolar, malcriado, supermercado, subchefe, subdiretor, antebraço, anticristo.




2 - Sempre exigirão hífen:




a) prefixos tônicos, com acento: além, aquém, recém, pré, pró, pós, grã, grão: além-túmulo, além-mar, aquém-fronteira, pró-creches, pós-guerra, grão-mestre, grã-finagem. Se átonos, não haverá hífen: posposição, predefinido, progredir.




b) soto, sota, vice: soto-mestre, sota-piloto, vice-governador, vice-presidente, vice-prefeito, vice-campeão, vice-reitor, vice-diretor, vizo-rei.



c) bem, sem: bem-humorado, sem-vergonha, bem-amado, bem-estar, sem-cerimônia (informalidade, grosseria), sem-teto, sem-fim (infinidade), sem-número (imensidão), sem-terra. Exceção: sensabor.




d) ex, significando estado anterior, que já foi: ex-colega, ex-presidente, ex-empregado, ex-diretor, ex-funcionário, ex-esposa, ex-namorado, ex-marido, ex-ministro, ex-juiz.

Atenção: excursão (ex = movimento para fora - sem hífen) / extraordinário (prefixo extra)




e) não e quase, quando empregado como prefixo: não-agressão, não-alinhado, não-violência, não-participação, não-fumante, quase-posse, quase-domicílio, quase-delito, quase-irmão.




3 - Nunca exigirão hífen outros elementos de composição que não têm vida própria na língua, tais como: micro, macro, termo, bi, tri, tetra, penta, hexa, hepta, aero, angi, bio, cis, ego, eletro, fisio, hemi, hidro, mono, multi, mini, maxi, neuro, oni, psico, quadri, radio, retro, sesqui, tele, termo, turbo, zoo: microônibus, macroatacado, termodinâmica, bicampeão, aeroespacial, anfiteatro, bioexaustor, cisplatino, egocentrista, eletromagnético, fisioterapia, retropropulsor, telejornalismo, turboélice, zoobotânica.




Observação: Quando os elementos que não exigem hífen se ligam a palavras iniciadas por h, r, e s poderá ser necessário fazer adaptação ortográfica:


sub + humano = subumano (não há “h” mudo no meio),


turbo + hélice = turboélice,


mini + série = minissérie; tele + sala = telessala (sem ss teríamos de ler 'minizérie' e 'telezala')


radio + repórter = radiorrepórter (sem rr teríamos de ler 'radiorepórter')



V - POR QUE - POR QUÊ - PORQUE - PORQUÊ(s)


Não se trata, como dizem por aí, da mesma palavra com grafias diferentes; trata-se, na verdade, de palavras de categorias diferentes, cujo emprego depende da frase em que se inserem.


Vejamos cada caso:




POR QUE




Funciona como advérbio interrogativo, nas frases interrogativas diretas ou indiretas:


Por que discordas de mim? (interrogativa direta)


Gostaria de saber por que discordas de mim. (interrogativa indireta)


Por que há tanta celeuma? (interrogativa direta)


Dize-me por que há tanta celeuma. (interrogativa indireta)




Pode ser, ainda, a preposição por e o pronome relativo que. Ora, se pode ser pronome precedido de preposição, à semelhança de a que, de que, em que etc., está errado quem diz que se usa por que somente nas perguntas:


A causa por que lutamos vencerá.


Os caminhos por que andamos são tortuosos.




Comprova-se, na prática, o uso de por que (preposição e pronome separados), substituindo-os pela expressão PELO QUAL (PELOS QUAIS, PELA QUAL, PELAS QUAIS):




A causa pela qual lutamos vencerá.


Os caminhos pelos quais andamos são tortuosos.




Embora não seja necessário, porque as frases interrogativas são fáceis de reconhecer, artifício semelhante pode ser aplicado ao advérbio interrogativo:




Por qual razão há tanta celeuma?


Dize-me a razão pela qual há tanta celeuma.




Resumindo, usa-se por que, sempre que for possível substituí-lo por uma expressão onde apareça QUAL ou QUAIS.




POR QUÊ




Só pode ser advérbio interrogativo:


Vieste tão tarde, por quê ?


Podes sair, mas quero saber por quê.


Por quê, afinal ?




O acento se justifica pelo fato de o quê haver adquirido tonicidade, o que acontece quando for insulado ou está em final de frase. Pelos exemplos, observa-se que é muito freqüente nos diálogos das narrativas.




Seu reconhecimento, na prática, faz-se pelo mesmo artifício do anterior. Receberá o acento, se bater num sinal de pontuação.




PORQUE




É sempre conjunção. Em geral, é substituível por POIS e nunca é substituível por uma expressão em que aparece QUAL ou QUAIS:


Trabalha, porque o trabalho enobrece.


Há pessoas que não se abatem, porque possuem muita força de vontade.




Na prática, se não for substituível por POIS, reconhece-se pela exclusão de POR QUE e POR QUÊ:


Neste capítulo, há muitos porquês, mas é porque ele versa sobre eles e não porque o autor seja maníaco




PORQUÊ(S)


Trata-se de uma substantivação. Como ocorre com os substantivos em geral, admite ser pluralizado, ao contrário dos casos anteriores em que temos palavras invariáveis. Vem precedido de um artigo ou outro determinante:


Não é fácil compreender o porquê desse comportamento.


Eram muitos porquês, que começamos a duvidar.




Se o pomos ou podemos pô-lo no plural, usemos PORQUÊS ou PORQUÊ.




VI - QUE, QUÊ(S)

O “que” é a palavra que mais funções pode exercer na frase (pronome, preposição, conjunção, advérbio, partícula expletiva etc.). Isso, entretanto, não nos interessa analisar aqui. Para os objetivos deste capítulo, basta que saibamos os raros casos nos quais deve ser acentuado por adquirir tonicidade.


Esses casos, podemos reduzi-los a dois:








1)quando encerra a frase ou for exclamativo (expressa espanto, admiração, surpresa), circunstâncias em que virá necessariamente seguido de um sinal forte de pontuação:




Disseste o quê?

Quê! Não acredito.




2) quando for substantivado, caso em que admite ser pluralizado:


Tinha um quê estranho no olhar.

(Tinha uns quês estranhos no olhar.)

Fora esses casos, o que não é acentuado.



 PROSÓDIA



Objetivo da prosódia

Prosódia é a parte da fonética que se ocupa principalmente do estudo da sílaba tônica dos vocábulos.




Sílaba Tônica

É a sílaba que recebe o acento tônico.




É oportuno lembrar que existem algumas palavras que não têm sílaba tônica, constituindo o grupo das palavras átonas. São elas:


- os artigos: o, a, os, as, um, uma, uns, umas;


os pronomes oblíquos átonos: me, te, se, nos, vos, o, a, os, as, lhe, lhes;




os pronomes relativos: que, quem, qual;


as preposições monossilábicas: a, com, de, em, por, sem, sob;


a preposição "para";


- algumas conjunções: e, nem, ou, porque, se, que, como;


- quaisquer combinações dessas classes: do (de+o), duma (do+uma), pelos (por+os); lha (lhe+a), no-lo (nos+o) etc.




Acento Tônico


Quase toda palavra possui uma sílaba que é mais forte — a sílaba tônica — a qual recebe um impulso de voz maior do que despendemos com as outras sílabas. Esse impulso de voz a mais que concentramos na sílaba tônica é o que chamamos de acento tônico.




Vogal Tônica


É a vogal da sílaba tônica.




Há palavras que, conforme deslocarmos a sílaba tônica, mudam o significado: SÁ-bia (inteligente), sa-Bi-a (verbo "saber"), sa-bi-Á (pássaro).




Acento Gráfico



É o sinal (´) ou (^) que indica, por escrito, a posição da sílaba tônica. Não se confunda acento gráfico (grafado) com acento tônico (pronunciado). Assim, nas palavras azul e esquecido existe acento tônico, mas não existe acento gráfico; já na palavra esplêndido existem acento tônico e acento gráfico.


Modernamente, o acento grave (`) é empregado apenas para indicar o fenômeno da crase.




Sílaba Subtônica


É a primitiva sílaba tônica dos vocábulos que recebem o sufixo -mente ou tem sufixo introduzido pela letra Z (-zinho, -zito, -zal, -zeiro etc.).




a m a r g a + m e n t e = a m a r g a m e n t e


Ý Ý Ý


sílaba tônica sílaba sílaba


subtônica tônica




Classificação das Palavras Segundo a Posição da Sílaba Tônica




A sílaba tônica só pode ser a antepenúltima, a penúltima ou a última. No espanhol, existe acentuação gráfica antes da antepenúltima sílaba, o que não existe no português.


Se a sílaba tônica for a antepenúltima, a palavra se chamará PROPAROXÍTONA: esplêndido, médico, árvore, lâmpada, íamos, fôssemos.


Se a sílaba tônica for a penúltima, a palavra se chamará PAROXÍTONA: esquecido, somente, cafezinho, janela, fácil, órgão.




É costume entre gramáticas classificar as PAROXÍTONAS terminadas por ditongo crescente também como PROPAROXÍTONAS EVENTUAIS ou RELATIVAS, porque tal ditongo pode ser separado (di-vór-ci-o, tê-nu-e, O-Ií-vi-a), transformando-o em hiato.




Se a sílaba tônica for a última, a palavra se chamará OXÍTONA: azul, jacaré, português, veloz, Juvenal, desesperação.




Erros Comuns de Prosódia (ou Silabadas)




Quando alguém, ao pronunciar uma palavra, coloca o acento tônico numa sílaba que não é a tônica, dizemos que cometeu uma silabada (deslocamento indevido da sílaba tônica).


Segue-se uma relação de palavras, cuja vogal tônica grifamos, comumente mal pronunciadas:






avaro decano nenúfar


ágape edito (decreto, lei) Normandia


aríete édito (ordem judicial) Nobel


aziago estratégia novel


alcíone fortuito pântano


aerólito filantropo pegada


arquétipo gratuito perito


batavo grácil pudico


bávaro ímprobo refém


barbaria inaudito revérbero


barbárie ínclito ruim


bímano intuito rubrica


boemia ínterim sátrapa


cartomancia ibero trânsfuga


ciclope lêvedo ureter


circuito maquinaria zênite epifania


crisântemo misantropo zéfiro


Obs.: interim (sem acento) é como os mineiros pronunciam inteirinho. Edito também é forma conjugada do verbo editar. Existe também a forma maquinário, variação de maquinaria.

Epifânia é um nome próprio, enquanto epifania tem 3 sentidos (revelação de uma divindade, entendimento súbito do sentido de alguma coisa, percepção intuitiva).








ACENTUAÇÃO GRÁFICA



Advertência


A solução, em termos gerais e definitivos, do problema de acentuar depende da assimilação o aplicação correta de um pequeno conjunto de regras. Evidentemente, essa aplicação correta só a consegue aquele que tiver conhecimentos básicos de Fonética e Prosódia. É preciso, pois, se necessário, revisá-los, porque de nada valem as regras de acentuação para quem, por exemplo, não sabe achar a sílaba tônica. Aliás, indicá-la é o fim exclusivo da acentuação gráfica. Por isso, qualquer acento colocado numa sílaba não-tônica (átona ou subtônica) constitui erro muito grave.




1 - Regra das Proparoxítonas


Coloca-se acento gráfico sobre a vogal tônica de todas as proparoxítonas, todas, sem exceção:


médico, árvore, lâmpada, estilística, incômodo, incólume, dermatológico, cantássemos, vendêssemos, cantaríamos, revólveres, líderes.

 

São proparoxítonas também as formas da 1ª pessoa do plural do imperfeito do subjuntivo.




2 - Regra das Paroxítonas


Coloca-se acento gráfico sobre a vogal tônica das paroxítonas terminadas por:




ditongo crescente: série, água, mágoa, exigência, pátria, história, Mário, Antônio, árduo, vídeo, gêmeo - singular ou plural;


b) ã, ãs: ímã, sótão, bênção, órgão, órgão:


ão, ãos: sótão, sótãos, órgão, órgãos;


ei, eis: jóquei, vôlei, pônei, hábeis, vendêsseis;


i, is: táxi, júri, tênis, lápis;


om, ons: iândom, rándom, prótons, nêutrons, íons;


um, uns: álbum, fórum, médium, vade-mécum, factótum;


u, us: jiu-jítsu, bônus, ônus, vírus, ânus, Vênus;




c) I, n, r, x, t, ts: responsável, tátil, fácil, hábil, útil, nível, túnel, difícil, réptil, amável, móvel, cônsul, hífen, éden, sêmen, hímen, glúten, elétron, próton, nêutron, íon, líder, fêmur, revólver, caráter, açúcar, mártir, dólar, cadáver, ímpar, câncer, hambúrguer, repórter, tórax, ônix, látex, fênix, superávit, superávits.




d) ps: bíceps, tríceps, fórceps, Quéops.




Observações e artifícios:


1) Há um caminho prático o eficiente para o reconhecimento das paroxítonas terminadas por ditongo crescente. São palavras que apresentam duas letras vogais no fim (seguidas ou não de s), e a vogal tônica está na sílaba anterior. Veja-se bem: duas letras-vogais no fim e vogal tônica antes: gló-ria, á-rea, fá-tuo, Ê-nio, ex-ce-lên-cia. Se a vogal tônica for uma das últimas (Fi-lo-so-fi-a, ca-no-a, pe-ru-a, en-vi-e, ja-mais, a-ção), ou se houver mais de duas letras-vogais no fim (rai-o, estei-o, tamoi-o, a-rei-a), não teremos paroxítona terminada em ditongo crescente.


2) Observe-se, para memorizar, que as vogais a, e, i, o, u estão presentes, pela ordem, nas terminações do item “b”.


3) As terminações do item “c” podem ser lembradas pelos iniciais do seguinte órgão fictício: Liga Nacional do Raio X.


4) Os prefixos latinos terminados em i e r não levam acento: semi-rico, anti-semita, super-homem, inter-resistente, exceto quando substantivados (o híper, o míni).




3 - Regra das Oxítonas


Coloca-se acento gráfico sobre a vogal tônica das palavras oxítonas terminadas por:




a) o, os: avó, cipó, propôs, pó, Feijó, jiló, paletó;


e, es: ipê, você, Pelé, Urupês, pé, cem, café, buquê, pontapé, vê, descrê, português;


a, as: cajá, maracujá, babá, sofá, pá, fará, atrás, má;




b) em, ens (com mais de uma sílaba):


além, porém, amém, também, refém, ninguém, neném, armazém, parabéns, vintém, intervém, mantém.




Artifício:


As terminações do item “a” podem ser lembradas pela O.E.A. (Organização dos Estados Americanos).




Observações:


Na acentuação, respeita-se a individualidade fonética das partes que estão antes e depois do hífen, procedendo como se fossem palavras independentes. Por isso: café-concerto, limpa-pés, árvore-de-bálsamo, dir-nos-á, contar-lhe-ás, cantá-la-íamos, convidá-lo-emos.

Para acentuar formas verbais com pronomes oblíquos átonos em ênclise (depois do verbo) ou mesóclise (no meio do verbo), retire o pronome e considere a forma verbal como uma palavra só.


2) A 3ª pessoa do plural do presente do indicativo dos verbos ter, vir e seus derivados (reter, conter, advir, provir etc) recebe acento circunflexo. As demais formas submetem-se à regra, item “b”.


(tu) tens vens conténs provéns


(ele) tem vem contém provém


(eles) têm vêm contêm provêm




4 - Regra da Quebra de Ditongo


Coloca-se acento gráfico sobre a vogal tônica dos hiatos formados por vogal + i(s) ou u(s), para evitar que sejam confundidos com ditongos. Comparemos:


ai x a-í


pais x pa-ís


mau x ba-ú


ruivo x ru-í-do




Por outras palavras: acentuam-se o i e o u, quando preencherem, simultaneamente, as três condições seguintes:


- forem tônicos;


- vierem antecedidos de vogal;


- formarem sílabas sozinhos ou com s.


miúdo, gaúcho, faísca, balaústre, juízes, Grajaú, Tramandaí, saída, uísque.




Observação:

O i seguido de nh não leva acento, por causa da nasalização: rainha, tainha, ladainha, campainha, bainha, fuinha, ventoinha.


Também não se acentuam o i ou u tônicos, mas sem vogal antes, ou formando sílaba com outra letra que não o s: item, idem, aqui, anis, ali, Bauru, menu, Nova Iguaçu, bambu, caju, tatu, urubu, jacu, Cairu, juiz, Raul, sair, ruim, caiu, saiu.




5 - Regra dos Hiatos OO e EE


Coloca-se acento gráfico sobre a 1ª vogal dos hiatos oo e ee, se ela for tônica: vôo, enjôo, perdôo, abençôo, magôo, povôo, corôo, entôo, lêem, vêem, crêem, dêem, descrêem, antevêem, relêem.




Observação:


Os verbos ler, dar, ver e crer (Credelevê) e seus derivados são os que ainda apresentam êe na terceira pessoa do plural.




6 - Regra dos Ditongos Abertos


Coloca-se acento gráfico sobre a vogal tônica dos ditongos eu, ei, oi (Ei, oi eu!), quando forem abertos: chapéu, fogaréu, réus, povaréu, Ilhéus, céu, idéia, protéico, rói, heróis, heróico, bóia, paranóia, estóico.




7 - Regra do Trema


O trema depende de uma condição básica: u precedido de q ou g, seguido de e ou i. Sem essa condição, abandona-se a hipótese de trema. É fácil de entender: o trema é sinal de sonorização do u. E só há necessidade de indicar tal sonorização, quando houver o risco de não ser pronunciado. Esse risco só existe naquela condição básica.




Fora disso, será sempre pronunciado. Assim, por exemplo, qüinqüenal, sem os tremas, poderíamos ler kinkenal, mas aguada, aquoso, quórum não correriam risco de deformação.




Resumindo: coloca-se trema sobre o u, quando, entre q ou g e e ou i, for pronunciado: tranqüilo, sagüi, conseqüência, agüentar, seqüência, cinqüenta, freqüente, bilíngüe, lingüiça, pingüim, agüentar, ambigüidade.




Fora da condição básica ou mudo, nada leva.




Se, havendo a condição básica, o u for tônico, substitui-se o trema por um acento agudo: obliqúes, argúem, apazigúe, averígúe.




Observações:


1) Algumas palavras admitem duas pronúncias; por isso, dupla grafia: antiguidade, antiquíssimo, equidistante, liquidação, liquidar, liquidificador, líquido, sanguíneo, sanguinário, sanguinolento, retorquir (argumentar contrariamente, retrucar).


2) Uma palavra não admite dois acentos, como ocorre no francês, mas admite tantos tremas quantos forem necessários e também o acento: qüinqüegenário, qüinqüelíngüe, lingüística.


3) Nunca haverá trema quando a vogal u está antes de o ou a: ambíguo, averiguar, longínquo, adequado.




8 - REGRA DO ACENTO DIFERENCIAL




Acentua-se pôde (pretérito perfeito) pa-ra diferenciar de pode (presente do indicativo).




b) Acentuam-se as seguintes palavras para diferenciá-las de correspondentes átonas:




pôr (verbo)


quê (interjeição, substantivo ou pronome em fim de frase)


porquê (substantivo)


pára (verbo “parar”)


pélo, pélas, péla (verbo “pelar”)


péla, pélas (substantivo = jogo)


pêlo, pêlos (substantivo = cabelo)


pôlo, pôlos (substantivo = ave)


pólo, pólos (substantivo = extremo ou jogo)


pêra (substantivo = fruta ou barba)


côa, côas (verbo “coar”).




Correspondentes átonas:




por (preposição)


que (pronome, preposição, conjunção, advérbio ou partícula expletiva)


porque (conjunção)


para (preposição)


pelo, pela, pelas (prep. + artigo)


pela, pelas (preposição + artigo)


pelo, pelos (preposição + artigo)


polo, polos (prep. + artigo – antiga)


pera (preposição antiga)


co’a, co’as (preposição + artigo - antiga)




Observações:


1) Note-se que, no item “a”, o acento diferencia pronúncias (aberto-fechado), ao passo que, em “b”, indica palavra tônica em oposição a palavra átona de mesma grafia.


2) São apenas esses os acentos diferenciais remanescentes da Lei nº. 5.765, de 18 de dezembro de 1971. Foi eliminado o acento diferencial de timbre: esse (pronome demonstrativo) / esse (nome da letra); governo (substantivo) / governo (verbo); cor (coloração) / cor (memória).




NOTA FINAL - Os nomes próprios, no Brasil, não estão sujeitos às regras de ortografia e acentuação.




NOTAÇÕES LÉXICAS

São os sinais de que nos servimos, na escrita, para indicar a pronúncia correta da palavra. Além do acento agudo (´), do acento circunflexo (^) e do trema (¨), são notações léxicas, diacríticos ou sinais gráficos:


a) o til - indica a nasalização das vogais a e o: maçã, ação, mãe, põe, corações;


b) a cedilha - indica que o c tem valor de ss antes de a, o e u: raça, baço, caçula;


c) o apóstrofo - indica a supressão de fonema: pau-d'arco;


d) o hífen - usa-se nas derivações prefixais, nos compostos e para ligar os pronomes oblíquos enclíticos e mesoclíticos ao verbo;


e) o acento grave - modernamente, apenas se usa para indicar a crase. Até 1971, servia para indicar as vogais subtônicas das palavras formadas por derivação sufixal.

 SEMÂNTICA




A semântica trata do significado e do sentido das palavras. Pode ser sincrônica (estuda a significação atual das palavras) ou diacrônica (ocupa-se com a evolução do sentido das palavras, através do tempo). Nesse chão, estudam-se:




Sinônimos


São palavras relacionadas por um sentido comum, mas diferentes na forma.


Os sinônimos são perfeitos, quando o sentido é igual:




alfabeto = abecedário


brado = grito


extinguir = apagar


adversário = antagonista


contraveneno = antídoto


Os sinônimos são imperfeitos, quando a significação é semelhante:


bela - formosa


livro - volume


caridade - bondade




2. Antônimos


São palavras de significação oposta:


ordem x anarquia


soberba x humildade


louvar x censurar


A antonímia pode originar-se de um prefixo de sentido contrário ou negativo:


bendizer x maldizer


simpático x antipático


progredir x regredir


concórdia x discórdia


explícito x implícito


ativo x inativo


esperar x desesperar


simétrico x assimétrico




Sentido Próprio




Diz-se da palavra que é empregada na sua significação natural. É, em última análise, o sentido que a palavra tem originalmente, que consta no dicionário.




4. Sentido Figurado


Ocorre quando a palavra está empregada em sentido translato, ou seja, quando, por um processo de analogia, é empregada em sentido diverso do próprio, criado pelo contexto:


A dama trazia uma flor nos cabelos. (sentido próprio)


A dama pertence à flor da sociedade. (sentido figurado)


À noite, no campo, podemos admirar as estrelas. (sentido próprio).


“A lua (... ) salpicava de estrelas o nosso chão".(sentido figurado)




5. Denotação e Conotação




É conveniente guardar estas duas palavras:


DENOTAÇÃO (= D de dicionário - sentido próprio) e


CONOTAÇÃO (= C de contexto - sentido figurado).


Nos textos dissertativos (artigos, monografias e teses), redações, narrativas de fatos (reportagens, noticiários), livros científicos, manuais de instruções, bulas de remédios, receitas, tutoriais, cláusulas contratuais, leis, códigos, constituição, editais de concurso público, regras de trânsito, documentos oficiais e correspondências comerciais, predomina a linguagem denotativa, que é racional, lógica, objetiva.


Já nos textos literários em geral, especialmente na poesia, na música e na propaganda, o artista usa, frequentemente, linguagem figurada, subjetiva, sentimental, isto é, conotativa.




5. Homônimos


Se duas palavras de significados diferentes são iguais na grafia, ou na pronúncia, ou nas duas coisas, tais palavras são HOMÔNIMAS:


o porto (substantivo) - eu porto (verbo)


cozer (cozinhar) - coser (costurar)


ser (verbo) - o ser (substantivo)


segundo (numeral) - segundo (substantivo) - segundo (preposição)


almoço (substantivo) - eu almoço (verbo)


sábia (adjetivo) - sabiá (substantivo) - sabia (verbo)


livre (adjetivo) - livre (verbo)




Relação de palavras homônimas:




acender (atear fogo) – ascender (elevar-se)


acento (sinal gráfico) – assento (banco)


acerto (precisão) – asserto (afirmação)


apreçar (marcar o preço de) – apressar (acelerar)


caçar (apanhar, perseguir) – cassar (invalidar)


cegar (dificultar a visão) – segar (cortar)


cela (cubículo) – sela (arreio)


censo (recenseamento) – senso (juízo)


cerrar (fechar) – serrar (cortar)


cessão (ato de ceder, doação) – seção/secção (departamento, setor) – sessão (reunião, intervalo de tempo)


cesta (utensílio para transportar objetos, aro onde se lança a bola no basquete) - sesta (descanso após o almoço) - sexta (redução de sexta-feira, numeral ordinal)


concelho (município) - conselho (aviso; grupo de pessoas)


cheque (ordem de pagamento) - xeque (lance do jogo de xadrez, perigo)


concertar (harmonizar) – consertar (remendar, arrumar)


espiar (observar) - expiar (sofrer castigo)


espirar (exalar o ar) - expirar (terminar)


estreme (sem mistura, puro) - extremo (distante)


estremar (delimitar) - extremar (exaltar)


incerto (duvidoso) - inserto (inserido)


incipiente (inexperiente) – insipiente (ignorante)


intercessão (ato de interceder) - interseção (ato de cortar)


saldar (liquidar) - saudar (cumprimentar)


tacha (prego) – taxa (imposto)


tachar (censurar) - taxar (tarifar)


tensão (preocupação, diferencial elétrico) - tenção (intenção)




Parônimas


São palavras apenas semelhantes, sem nenhuma igualdade, mas a semelhança faz com que a gente embarque na canoa de usar uma pela outra:


retificar (corrigir) - ratificar (confirmar)


imergir (mergulhar) - emergir (vir à tona, surgir)


mal (contrário de "bem") - mau (contrário de "bom")




Relação de palavras parônimas:



absolver (perdoar) - absorver (sorver)


ablação (corte, extração) - ablução (lavagem, purificação pela água) - oblação (oferta feita a Deus)


acidente (desastre) - incidente (episódio)


apóstrofe (figura de linguagem) - apóstrofo (sinal gráfico)


atuar (agir) - autuar (processar)


amoral (estranho ou indiferente à moral) - imoral (contrário à moral)


cível (relativo ao Direito Civil) - civil (atencioso, cortês, referente às relações dos cidadãos entre si)


casual (eventual) - causal (relativo à causa)


cavaleiro (homem que anda a cavalo) - cavalheiro (homem cortês)


comprimento (extensão) - cumprimento (ato de cumprir, saudação)


deferir (autorizar) - diferir (diferenciar ou adiar)


delatar (denunciar) - dilatar (aumentar) - deletar (apagar)


descrição (ato de descrever, tipo textual) - discrição (qualidade de ser discreto)


descriminar (inocentar, descriminalizar) - discriminar (tratar de forma desigual ou especificar)


despercebido (não notado) - desapercebido (despreparado)


degradado (estragado) - degredado (exilado)


defeso (proibido, período em que a caça e a pesca são proibidas) - defesso (cansado)


descargo (alívio) - desencargo (desobrigação de um compromisso)


eminente (notável) - iminente (imediato, prestes a acontecer)


emigrar (sair da pátria) - emigrar (entrar em um país estrangeiro para nele morar) - migrar (deslocar-se)


estádio (praça de esportes) - estágio (preparação, fase, período)


emenda (correção) - ementa (resumo)


elidir (eliminar) - ilidir (contestar)


édito (decreto, lei) - edito (ordem judicial; forma do verbo editar)


flagrante (evidente) - fragrante (perfumado)


fuzil (arma de fogo) - fusível (peça de instalação elétrica)


inflação (desvalorização do dinheiro) - infração (violação)


infligir (aplicar) - infringir (desrespeitar)


intemerato (íntegro, honesto) - intimorato (corajoso, valente)


lista (relação) - listra (faixa)


mítico (relativo a mito) - místico (relativo a mistérios e espiritualidades)


pleito (eleição) - preito (homenagem)


prever (antever) - prover (abastecer) - provir (originar-se)


preceder (ter preferência ou qualidade superior, ocorrer antes) - proceder (efetuar, comportar-se, fazer sentido, derivar, denunciar ou enviar à Justiça)


preferir (escolher) - preterir (desconsiderar) - proferir (pronunciar, decretar)


precedente (que vem antes) - procedente (proveniente, que tem fundamento)


preposição (elemento de ligação, contrato para realizar negócios em nome de outrem) - proposição (proposta, sugestão; expressão ou enunciado que pode ser verdadeiro ou falso; sentença, oração)


rescindir (anular) - reincidir (recair)


renegar (pôr em segundo plano) - relegar (renunciar, rejeitar)


refogar (guisar) - refugar (desconsiderar)


revezar (substituir alternadamente) - revisar (rever)


remição (desobrigação, quitação) - remissão (perdão, libertação; alívio dos sintomas de uma doença)


recrear (proporcionar recreio) - recriar (criar novamente)


soar (emitir som) - suar (transpirar)


sortir (prover) - surtir (produzir efeito)


sustar (suspender) - suster (sustentar)


tráfego (trânsito) - tráfico (comércio ilícito)


vestiário (lugar para trocar de roupa) - vestuário (traje)


vultoso (grande) - vultuoso (inchado)


usuário (aquele que usa) - usurário (agiota, avarento)



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