Da desconfiança à recuperação: relembre a passagem de Adriano Souza no Treze em 2026
O Treze já definiu o técnico que comandará a equipe na disputa da Copa Paraíba, competição que encerra a temporada do calendário do futebol paraibano, e também em 2027. Adriano Souza assumiu o Galo para a disputa da Série D do Campeonato Brasileiro 2026 e dará continuidade ao seu trabalho no Alvinegro.
O Jornal da Paraíba traz um balanço da primeira passagem do treinador, que chegou sob certa desconfiança, mas conseguiu recuperar o bom futebol do clube.
Incertezas, pressão e oposições
Com apenas 42 anos, o jovem profissional teve o Treze como o maior desafio da sua carreira em relação ao tamanho da instituição. Após trabalhos por Náutico Sub-20, Vitória-PE, Foz do Iguaçu, América-PE, Barcelona de Ilhéus e Pombal, equipe que conseguiu livrar do rebaixamento à 2ª divisão do Paraibano em 2024, Adriano chegou ao Galo cercado de incertezas por parte da torcida.
Além disso, o fato de o Alvinegro ter sido eliminado precocemente na 1ª fase do estadual sob o comando de Roberto Fernandes, treinador que possui mais experiência que Adriano Souza, gerou ainda mais pressão sobre o seu trabalho, já que o time dependeria da campanha na Série D para garantir calendário nacional em 2027 e não ter apenas o Paraibano para disputar.
Adepto de uma filosofia mais ofensiva e que, de certa forma, deixa o adversário com mais liberdade para contra-atacar, o técnico foi contrariado diversas vezes ao longo da campanha na 4ª divisão nacional. Porém, apesar disso, não abriu mão do seu estilo de jogo, mesmo com alguns resultados ruins, como a derrota por 5 a 4 para o Lagarto, na 2ª rodada, e a queda de rendimento na reta final da 1ª fase.
No geral, foram 16 jogos, oito vitórias, três empates, cinco derrotas, 25 gols marcados e 19 gols sofridos, terminando a campanha com um aproveitamento de 56%.
Redenção, polêmica e continuidade do trabalho
Apesar de todas as desconfianças, Adriano Souza encerrou a sua primeira passagem no Treze com uma boa impressão. Líder do Grupo A9, o clube passou pelo Jacuipense na 2ª fase e, com isso, garantiu a sua vaga na Série D da próxima temporada. Na sequência, com um pouco mais de dificuldade, eliminou o CRAC nos 16 avos de final, mas caiu para o São José-RS nas oitavas de final.
Entre os principais fatores que afetaram a queda de rendimento da equipe, segundo o próprio técnico, esteve a pressão para confirmar o calendário nacional no ano seguinte. Mesmo assim, o comandante foi um dos grandes responsáveis por "salvar" o ano da equipe, que começou desacreditada e sem perspectivas, mas conquistou o objetivo inicial da diretoria.
A primeira passagem do treinador à frente do Alvinegro só não foi finalizada totalmente "limpa" devido a uma polêmica com Petrocelli. Isso porque o comandante afirmou que o volante havia deixado o hotel em que a delegação estava concentrada em Porto Alegre um dia após a derrota no jogo de ida das oitavas de final para o São José-RS.
O atleta chegou a se explicar nas redes sociais, afirmando que foi a uma festa, mas acompanhado de um membro da diretoria do Galo. Na volta, no Amigão, Petrocelli saiu do banco de reservas e desperdiçou um dos pênaltis que culminaram na eliminação da equipe. Apesar disso, a passagem do técnico foi elogiada, e a sua permanência foi comemorada pela grande maioria dos torcedores.
Inspirado na seleção espanhola, que possui um estilo de jogo voltado ao controle das ações da partida no profissional e implementado também nas categorias de base, Adriano Souza acredita que a continuidade dos trabalhos, mesmo com alguns insucessos, é a chave para que um clube possa ser campeão. Pensando em todos esses fatores, o profissional seguirá no comando do Treze.



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