Diocese de Campina Grande faz Assembleia; bispo exorta a valorização dos leigos

Começou nesta sexta-feira, 31 de julho, a 45ª Assembleia Diocesana de Pastoral da Diocese de Campina Grande.
Realizado no Centro Diocesano de Eventos São João XXIII, em Lagoa Seca, o encontro reúne cerca de 200 participantes, entre clérigos e leigos, para refletir as Diretrizes Gerais da Ação Evangelizadora da Igreja no Brasil para o período de 2026 a 2032, aprovadas na última Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

A programação foi aberta com a Oração da Hora Média, seguida da alocução do Bispo Diocesano, Dom DulcênioFontes de Matos.

Em sua mensagem, o pastor diocesano ressaltou que as novas diretrizes representam um chamado à renovação da ação evangelizadora e à vivência de uma Igreja cada vez mais sinodal, acolhedora e missionária.

“As Diretrizes chegam até nós não como mero texto burocrático, mas como um autêntico roteiro de conversão pastoral e sinodal. O Senhor nos chama a alargar o espaço da nossa tenda, a transformar a nossa Igreja Diocesana numa verdadeira “Tenda do Encontro”, onde haja espaço para a acolhida, a escuta, a reconciliação e o consolo para todos os que nos procuram, especialmente aqueles que se encontram nas periferias existenciais e sociais de nosso território”, destacou.

O bispo destacou ainda que essa renovação passa pela centralidade da Palavra de Deus e dos Sacramentos, fortalecendo uma Igreja sinodal, onde sacerdotes, religiosos e leigos caminhem juntos na missão.

“A nossa missão precisa ser alimentada e sustentada, dia após dia, pela centralidade da Palavra de Deus e pela celebração viva e participativa dos Sacramentos. É a partir desse banquete que encontramos forças para superar o clericalismo, a rigidez e a tentação do isolamento, promovendo uma autêntica corresponsabilidade no Povo de Deus. Precisamos valorizar nossos leigos e leigas, fortalecer os nossos conselhos e construir dioceses e paróquias que saibam discernir os sinais dos tempos”, enfatizou.

Segundo Dom Dulcênio, a Assembleia tem a missão de traduzir essas diretrizes para a realidade das paróquias, comunidades e pastorais.

Para isso, incentivou os participantes a conduzirem esse processo com abertura, diálogo e disposição para renovar estruturas e práticas pastorais.

“Nesta assembleia, o nosso dever pastoral e a nossa responsabilidade apostólica são os de traduzir essas diretrizes nacionais para a vida concreta das nossas paróquias, comunidades e pastorais. Peço, que liderem este processo com entusiasmo, mansidão e abertura de espírito. Que não tenhamos medo de revisar estruturas caducas e hábitos que já não comunicam o Evangelho da graça”.

Ao concluir, o bispo confiou os trabalhos à intercessão da Virgem Maria, pedindo que a Assembleia fortaleça a comunhão e o compromisso missionário, impulsionando uma Igreja cada vez mais aberta ao Evangelho e aos desafios do tempo presente.

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