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Introdução à morfologia - Classes gramaticais

 Variáveis Invariáveis Substantivo(nome) Adjetivo Artigo Numeral Pronome Verbo Advérbio Preposição Conjunção Interjeição   Substantivo: tudo o que há no mundo é um ser. Ao nome dado a cada ser - pessoas, coisas, empresas, lugares, animais, plantas, sentimentos, ações, qualidades - chamamos de substantivo.  Adjetivo: é qualidade, estado, modo de ser, defeito (característica do substantivo).  Artigo: palavra que se antepõe ao substantivo, evidenciando o gênero e número do substantivo a que se refere, e substantiva qualquer palavra. Numeral: palavra que indica quantidade, ordem, multiplicação ou divisão e fica no lugar do substantivo (numeral substantivo), ou a ele se refere (numeral adjetivo).  Pronome: palavra que substitui ou retoma o substantivo (pronome substantivo) ou a ele se refere (pronome adjetivo), considerando-o como pessoa do discurso ou situando-o no espaço, no tempo ou no texto.  Verbo: palavra que indica um processo: ação, estado, mudança de ...

Catáfora - um mecanismo coesivo

 Observe as frases abaixo: A mãe olhou-o e disse: Meu filho, não desista da vida. Você pode perceber que o pronome oblíquo átono “o” fez referência a um outro termo apresentado posteriormente na frase, não é mesmo? Esse fenômeno é conhecido com catáfora e é utilizado para construir a relação de sentido entre frases e parágrafos. Por tratar-se de um fenômeno “transfrásico”, ou seja, um fenômeno que só é possível de ser realizado no plano do “discurso” ou do “texto”, é importante observar suas possibilidades de realização dentro da língua viva, daquela que é feita no discurso. Para tanto, vamos analisar dois parágrafos de uma crônica de Lya Luft e identificar as construções das relações de sentido por meio da catáfora. Para que a existência valha a pena… (...) Para reinventar-se é preciso pensar: isso aprendi muito cedo. Apalpar, no nevoeiro de quem somos, algo que pareça uma essência: isso, mais ou menos, sou eu. Isso é o que eu queria ser, acredito ser, quero me tornar ou já fui. M...

EscolaKids - sinais de pontuação

 Ponto-final (.) Colocado ao final da frase, indicando o final dela, é usado em frases afirmativas e negativas. Também é usado em abreviações. Bruna gosta de comer verduras. Ele não gosta de calor. Ponto de exclamação (!) É usado para indicar que a frase expressa dor, alegria, medo, espanto, indignação, surpresa, entre outros sentimentos. Que cachorro bonito! Que susto! Ponto de interrogação (?) É indicado para frases que expressam uma pergunta. Qual é o seu nome? Por que você não foi ontem para a escola? Dois-pontos (:) Esse sinal pode ser usado em várias situações. Vejamos algumas delas: Pode apresentar uma enumeração, uma lista, por exemplo: Fui ao mercado e comprei: frutas, verduras, álcool e carne. Pode apresentar a fala de uma personagem, por exemplo: Luiza perguntou: — Onde está meu caderno de desenho? Também é usado em explicações, exemplos, observações e resumos. Vírgula (,) É utilizada para separação de elementos dentro de uma mesma frase. Para o início das aulas, vou pre...

Palavras estimulantes

 O assunto circula na internet. Não tem a ver com corrupção nem decisões do Supremo.  Trata-se de jeitinhos de dizer. Há palavras e expressões com poder estimulante. Elas motivam, empurram pra frente. Há, também, as desanimadoras, que apostam na estagnação e no fracasso. Ambas condicionam o cérebro e influenciam as ações. Que tal prestar atenção a elas? Ainda Ainda é pra lá de bem-vinda. A trissílaba abre possibilidades. É positiva. Compare: Não tenho casa própria. Não tenho casa própria ainda. Viu? O advérbio dá um recado claro. Não tenho hoje. Mas vou ter. É questão de tempo. Cuidado. Usado em contexto negativo, o ainda pode causar estragos. É o caso desta frase: Minha casa ainda não foi assaltada. Cruz-credo! Xô! Tentar x experimentar Compare as duas respostas dadas para a mesma pergunta: — Você vai entregar o trabalho amanhã? A primeira: — Vou. A segunda: — Vou tentar. Ops! A primeira transmite firmeza. Não deixa dúvidas. O trabalho mudará de mãos amanhã. A segunda funcion...

Hem e hein / ter de e ter que / em pé e de pé / juro ou juros / Recife ou o Recife - tanto faz

 Hem? Hein? A interjeição tem as duas grafias. Você escolhe. Hen e heim não existem. Em não é interjeição, mas sim preposição. Ter que? Ter de? No português moderno, tanto faz. Você escolhe: Tenho de estudar. Tenho que estudar. De pé? Em pé? Com uma ou outra preposição, o sentido se mantém: Come em pé. Come de pé. Viajei em pé. Viajei de pé. Esperamos em pé. Esperamos de pé. Trabalhava em pé. Trabalhava de pé. Oba! O Banco Central passou a tesoura na Selic. A taxa encolheu para 6%. Foi aplauso geral. Dinheiro mais barato é pra lá de bem-vindo. Esperamos que caia mais, muito mais. Quando? Enquanto se discutem datas, vale a questão. Juro ou juros? Tanto faz. No singular ou plural, o significado não muda. A concordância acompanha o número: O juro caiu. Os juros caíram. Férias viraram pesadelo. Um passageiro estava com coronavírus. O navio que transportava turistas pelo litoral brasileiro ficou retido no porto … de Recife ou do Recife? A gramática abona ambas as formas.

Tentar - o mal-amado

 Os psicólogos ensinam: “Quem quer faz, quem não faz tenta”. Com ele a pessoas fica em cima do muro. Não assume compromisso. Compare a diferença: Vou tentar concluir o trabalho hoje. Vou concluir o trabalho hoje. Percebeu? Na primeira frase, o falante vacila. Na segunda, mostra firmeza.  

Plural - nomes próprios

 A pergunta passa de boca em boca. Substantivo próprio tem plural? Tem. Ele não goza de privilégios. Flexiona-se como os substantivos comuns. Eça de Queirós deu o exemplo. Escreveu Os Maias. Nós vamos atrás: os Silvas, os Castros, os Câmaras, as Antônias. Há exceção? Há. Quando a flexão descaracteriza o nome, cessa tudo o que a musa antiga canta. É o caso de Queiroz. Queirozes? Nãooooooooooo! Singular e plural ficam iguais: os Queiroz.